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Infartos são mais comuns na segunda-feira, de acordo com pesquisa; entenda

Diversos fatores contribuem para o acometimento por distúrbios cardiovasculares na segunda-feira.

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Publicado em 26/07/2021 às 10:30
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Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a segunda-feira é o dia mais propício ao acometimento de infartos. Foram analisadas mais de 173 mil internações motivadas por distúrbios cardiovasculares para chegar aos dados. 

Além disso, a pesquisa mostra também que é entre as 6h e o meio-dia que ocorrem 50% dos ataques do coração. Do público pesquisado, ao menos 17% infartou na segunda-feira. O principal motivo, de acordo com a análise, seria o excesso de alimentação e bebidas alcoólicas na sexta-feira. 

A pesquisa destaca que a volta ao trabalho nas segundas-feiras é um forte gatilho para o infarto. "A chegada da segunda-feira funciona como um gatilho, que desencadeia problemas cardíacos, como arritmias, anginas e tromboses. Isso se deve ao estresse físico e emocional provocado pela transição de um período de descanso e relaxamento para outro, de tensão e ansiedade", afirma o coordenador do estudo, o cardiologista Juan Yazlle Rocha.

Outros fatores

Além do estresse, a pesquisa aponta que hábitos pouco saudáveis têm forte influência para desencadear um infarto. Isso se dá, principalmente, por causa dos abusos cometidos aos fins de semana na alimentação, no consumo de álcool e na falta de qualidade do sono.

"Muitas pessoas ficam com a pressão mais alta no início da semana como resultado dos excessos cometidos durante a folga e isso representa uma ameaça ao coração. O controle da pressão arterial reduz em 42% o risco de derrame e 15% o risco de infarto, por isso o seu controle é tão importante”, complementa o cardiologista e gerente médico do Hospital Universitário Cajuru, José Augusto Ribas Fortes.

Outro dado, do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), destaca ainda que o período mais frio do ano também se mostra um risco para problemas do coração. Nesta época, o número de infartos cresce em torno de 30%. 

"A covid-19 também contribuiu para que alguns pacientes que deveriam procurar atendimento médico relutassem a buscar um hospital para avaliação. Outros, não foram às consultas de rotina e interromperam as medicações e exames. Tudo isso acabou sendo mais um agravante para doenças do coração”, complementa.

*Com informações do JC Online

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