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Em apenas uma semana, Butão vacina quase todos os adultos contra Covid-19

A Unicef considera o programa de vacinação uma "grande história de sucesso".

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 02/08/2021 às 10:45
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Com pouco mais de 800 mil habitantes, o Butão, que fica na Cordilheira do Himalaia entre a Índia e a China, está prestes a concluir a vacinação contra a Covid-19 de toda a sua população adulta. Dados do Ministério da Saúde do Butão mostram que mais de 90% dos adultos foram totalmente vacinados em apenas sete dias.

A cobertura da primeira dose no país é de quase 99% e a da segunda dose entre a população elegível está acima de 92%. Para a Unicef, que é braço direito da ONU, o programa de imunização é considerado uma "grande história de sucesso". 

"Temos uma dificuldade por causa do terreno geográfico, mas devido a nosso planejamento adequado, pudemos implementar a vacinação da primeira e segunda doses em uma semana", diz Sonam Wangchuk, membro da força-tarefa de vacinação do Butão.

Dificuldades para a vacinação

Apesar das dificuldades geográficas, por causa do terreno do país, a vacinação segue em ritmo acelerado. Muitas pessoas vivem em áreas montanhosas remotas, que não tem conexão com estradas, e em algumas áreas os profissionais de saúde tiveram que caminhar horas para chegar a vilarejos.

De acordo com Wangchuk, foram instalados 1.220 postos de vacinação, garantindo cobertura a maior parte do país. O Butão recebeu 550 mil doses da Índia no fim de março e grande parte da população foi vacinada em abril. 

Além das doações da Índia, que suspendeu os envios após o colapso registrado no primeiro semestre deste ano, o país também recebeu imunizantes de outras nações. "Recebemos 500 mil doses da vacina Moderna dos Estados Unidos e mais de 250 mil vacinas AstraZeneca de países europeus", diz Wangchuk.

A campanha da segunda dose foi lançada em 20 de julho. A Unicef destaca as conquistas do Butão como um exemplo a ser seguido. "Se há algo que espero que o mundo possa aprender é que um país como o Butão, com pouquíssimos médicos, pouquíssimas enfermeiras —mas com um rei realmente comprometido e liderança no governo mobilizando a sociedade — vacinar todo o país não é impossível".

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