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Entenda como vai funcionar o programa 'Auxílio Brasil', substituto do Bolsa Família

Especialista explica detalhes do novo benefício social.

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 11/08/2021 às 9:00
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Adriano Machado/Bloomberg
FOTO: Adriano Machado/Bloomberg
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O Auxílio Brasil é um novo programa do Governo Federal que vai substituir o Bolsa Família. A proposta é de que as famílias continuem recebendo os recursos diretamente, decidindo por conta própria a melhor forma de utilizá-los, como ocorre com o modelo atual. No entanto, há algumas diferenças.

A previsão é de que haja um aumento de 50% no valor pago. Além disso, há várias categorias inéditas no novo benefício. A princípio, a expansão do programa busca o aumento do valor pago, da idade máxima para recebimento, bem como o incentivo àqueles que conseguirem sair da condição de pobreza.

“Podemos separar os benefícios do auxílio em três categorias: os incentivos, o suporte e a transição. Quanto aos incentivos, o programa tem como objetivo recompensar as famílias que consigam uma renda extra ou cujos filhos tenham bom desempenho em competições. A título de exemplo, as famílias com filhos que tenham bom desempenho em competições acadêmicas ou esportivas receberão um acréscimo no benefício durante doze meses", explica o professor de gestão financeira em Caruaru, Ricardo Galvão.

O especialista explica ainda que o benefício também será concedido aos responsáveis com filhos com até 48 meses e que consigam um emprego, mas não encontrem vaga em creche pública ou conveniada. "Outra inovação é a regra de emancipação, que continuará pagando o auxílio por mais dois anos àqueles que conseguirem sair da condição de extrema pobreza”, destacou.

Incentivo ao emprego

Galvão explica ainda que os incentivos tem como objetivo aumentar a dedicação dos jovens e premiar os responsáveis que consigam um emprego. Já nas categorias de suporte, o objetivo é de auxiliar as famílias vulneráveis financeiramente com depósitos mensais em suas contas bancárias, como ocorre com o Bolsa Família.

"Nesta categoria, há benefícios para as famílias com crianças até 36 meses, para famílias com gestantes ou integrantes que tenham até 21 anos (antes o limite era de 17 anos) e para famílias que permaneçam abaixo da linha de extrema pobreza mesmo estando em outra categoria. Esta é a categoria que mais se assemelha ao atual Bolsa Família, com a diferença do provável aumento do valor pago à maioria dos beneficiários", explica o especialista.

Aparato social

Por fim, Galvão explica ainda que há a categoria de transição, que contempla os benefícios destinados a manter o aparato social entre o período do fim do auxílio emergencial e o novo Auxílio Brasil. Esta categoria é destinada aos trabalhadores rurais inscritos no cadastro único, aos beneficiários do Auxílio Brasil que consigam um emprego formal e os beneficiários do bolsa família que, porventura tenham o benefício reduzido.

“Como ainda precisa da aprovação do congresso, tais características não são definidas. Mesmo assim já é possível ao cidadão ter uma ideia de como se dará o novo modelo de programa assistencial. Podemos considerar os incentivos como positivos, restando analisar se seus resultados estão de acordo com o previsto originalmente”, conclui.

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