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Candidato à presidência da França quer proibir consumo de Nutella no país

"Não é boa para as crianças, não é boa para a floresta e não é boa para os animais que lá vivem", afirma Jean-Luc Mélenchon.

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 27/09/2021 às 8:05
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Foto: DAMIEN MEYER / AFP
O grupo italiano também produz Kinder Ovo e a linha Ferrero Rocher - FOTO: Foto: DAMIEN MEYER / AFP
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O político Jean-Luc Mélenchon, candidato à presidência da França pelo partido França Insubmissa, é um dos nomes de destaque no país quando o assunto é o combate aos alimentos processados. Há anos Mélenchon defende a suspensão do consumo destes alimentos, em especial da Nutella.

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Em entrevista ao jornal francês Liberation, que tem uma seção dedicada à alimentação, Mélenchon disse que o creme de avelã, produzido pela empresa italiana Ferrero, “não é boa para as crianças, não é boa para a floresta e não é boa para os animais que lá vivem”.

Questionado se não haveria mais Nutella no país durante seu governo, o político respondeu com outro questionamento: “Por que não? Por que continuar?”. Mélenchon afirma que seu objetivo é tornar a alimentação das crianças francesas mais saudável, focada em frutas e legumes.

“Também vamos proibir a publicidade alimentar para crianças! Eu não sou o bicho-papão, estou tentando defender a natureza e a saúde das crianças. Não é sobre proibir tudo: é sobre fazer o racionamento de açúcar e sal nos alimentos e proibição de aditivos corantes e conservantes, classificados como cancerígenos, em embutidos”, disse. “Eu não conheço um pai que não tenha preocupações em relação ao que o filho come”, continuou.

Desde ao menos 2018 o candidato expõe suas opiniões a respeito do consumo de Nutella. Ele já chegou a usar o Twitter para criticar a marca quando houve uma promoção nos mercados franceses. “Quando a revolta mostra a miséria, o idiota olha para a Nutella”, escreveu.

Nutella é inimiga dos franceses?

Mélenchon não foi o primeiro a expor suas ideias e propostas a respeito da marca. Em 2015, a ministra da Ecologia, Ségolène Royal, disse que era preciso parar de comer Nutella porque ela tinha óleo de palma, o que substituiu as árvores e causou outros problemas consideráveis”. Na época, ela precisou se desculpar após seu pronunciamento.

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