Descoberta

Dinossauro nordestino: cientistas descobrem Pterossauro de crista que habitava região há 100 milhões de anos

Ele viveu na região da chapada do Araripe

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Publicado em 20/09/2021 às 15:39
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 Júlia D'Oliveira
FOTO: Júlia D'Oliveira
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Uma nova espécie de pterossauro que habitava o Nordeste há mais de 100 milhões de anos foi identificada por cientistas. Ele viveu na região da chapada do Araripe e não deveria chegar a um metro de altura, porém poderia chegar a três metros de envergadura e não tinha dentes.

Além disso, ele tinha uma enorme crista na cabeça, que acredita-se estar associado ao comportamento sexual. Devido ao bico, especulou-se que o animal se alimentava de frutos e pequenos animais.

O artigo científico com essa descoberta foi publicado nesta semana na revista Acta Paleontologica Polonica, e teve a participação de pesquisadores da Universidade Federal do Pampa, no Rio Grande do Sul, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Museu Nacional.

Os cientistas decidiram chamar o novo pterossauro do Cretáceo brasileiro de Kariridraco dianae. A primeira parte do nome referencia à etnia indígena kariri e à palavra latina "draco", que significa "dragão". A segunda parte homenageia Diana Prince, a Mulher-Maravilha.

Sobre o trabalho

O trabalho foi liderado por Gabriela Cerqueira, doutoranda em paleontologia pela Universidade Federal de Santa Maria. Ao retirar a rocha do fóssil, percebeu que a coleta clandestina deixou uma cicatriz no material.

"A gente foi vendo que ele era uma espécie de monstro do Frankenstein, formado por mais de um fóssil colado no outro, de pterossauro, inclusive, com [a resina] durepoxi. É uma prática muito comum nesses fósseis retirados irregularmente, com a tentativa de torná-los mais atrativos para potenciais compradores", explica um dos autores do novo estudo e pesquisador da Unipampa, Felipe Lima Pinheiro. Segundo ele, a adulteração fez o estudo do novo pterossauro andar mais devagar.

*Com informações da Folha PE

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