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CPI da Covid aprova banimento de Bolsonaro nas redes sociais

Proposta também exige retratação sobre declarações falsas

Lyllyan Belo
Lyllyan Belo
Publicado em 26/10/2021 às 11:47
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Reprodução/Facebook
Jair Bolsonaro - FOTO: Reprodução/Facebook
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Os senadores da CPI da Covid-19 aprovaram nesta terça-feira (26) o banimento ou suspensão do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. A proposta tem como justificativa a “proteção da população brasileira”.

O relatório final da CPI, do senador Renan Calheiros (MDB-AL), propôs que Bolsonaro fosse afastado das redes sociais, após o presidente fazer uma declaração em uma live transmitida na última quinta-feira (21) associando a vacina contra a Covid-19 à Síndrome da Imunodeficiência Humana (Aids).

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Além do banimento, o requerimento exige retratação sobre as declarações. Caso o presidente não o faça, a multa é de R$ 50 mil por dia de descumprimento.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), comentou sobre o posicionamento do presidente. “Eu acho que o Congresso deveria se posicionar quanto a isso. É muito grave. A Presidência é uma instituição, não é um cargo de boteco que você fala o que quer como se tivesse tomando cerveja e comendo churrasquinho”, disse.

Relatório final

Além do presidente, o documento pede indiciamento de 78 pessoas e duas empresas.

Ao presidente são atribuídos nove delitos: epidemia com resultado morte; infração de medida sanitária preventiva; incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas; charlatanismo; prevaricação; crime contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos; violação de direito social e de incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo.

 

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