Saúde

Teve cirurgia adiada na pandemia? Saiba qual a sua posição na fila da rede estadual

Através do site do programa Opera +, a população pode consultar quando irá realizar um procedimento cirúrgico em Pernambuco.

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 04/11/2021 às 8:07
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Tânia Rêgo/Agência Brasil
Cirurgias para retirada da próstata por câncer tiveram redução de 21,5% na comparação entre 2019 e 2020 - FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Governo de Pernambuco lançou na última quarta-feira (3) o Opera +, um Programa de Ampliação de Cirurgias Eletivas em Pernambuco. O objetivo é de ampliar o atendimento e realizar 50 mil procedimentos cirúrgicos a mais na rede estadual de Saúde até o final de 2022.

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O objetivo do portal neste primeiro momento é cadastrar os pernambucanos que tiveram suas cirurgias adiadas na rede hospitalar sob gestão estadual durante a pandemia da Covid-19. A partir disso serão realizados os encaminhamentos necessários para a realização do procedimento, com consulta e exames pré-operatórios e, posteriormente, o acompanhamento pós-cirúrgico.

No site, o usuário poderá atualizar os dados cadastrais, facilitando a localização, além de anexar sua guia de encaminhamento cirúrgico, ou outro documento que ateste o cancelamento do procedimento. A partir destes dados e após a validação, o usuário vai poder verificar a sua posição na fila do seu hospital de acompanhamento. Caso o sistema não o localize, serão solicitadas mais informações para que a equipe técnica da Central de Regulação do Estado possa fazer uma busca ativa.

"É indispensável que, ao se cadastrar, seja anexada a guia de encaminhamento, ou outro documento, que comprove a necessidade da cirurgia. Seguindo todos os passos, ele poderá se enxergar na fila da especialidade da sua unidade de acompanhamento e irá receber, no momento oportuno, as informações para dar continuidade ao processo para efetivar a cirurgia", afirma o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Passo a passo

Ao acessar o ambiente online, o usuário precisará informar seus dados pessoais (nome/nome social, nome da mãe, data de nascimento, telefone, CPF, número do cartão nacional de saúde, município de residência e endereço completo) e e-mail, todos obrigatórios, além de criar uma senha de acesso e validar os termos de consentimento e de responsabilidade.

No campo de telefone, deve-se colocar, obrigatoriamente, um número de contato, sendo possível adicionar opcionalmente outros dois, que pode ser, por exemplo, de um amigo ou parente que possa ser contactado, caso a Central de Regulação não consiga pelo primeiro número.

Todas essas informações precisam ser preenchidas para finalizar o cadastro, principalmente um e-mail válido e o número do cartão nacional de saúde (CNS/cartão SUS), para que sejam identificados os dados do paciente no sistema estadual da Central de Marcação de Consultas e Exames (CMCE), plataforma que reúne as informações sobre cirurgias eletivas.

"A partir do cadastro, o paciente será informado posteriormente no próprio sistema e por e-mail dos encaminhamentos para conseguir realizar a cirurgia eletiva, por isso a importância de manter todos os dados cadastrais atualizados. Hoje, existe uma dificuldade de localizar os pacientes por causa da mudança de telefone, por exemplo, e o site auxiliará nessa atualização", destaca a secretária executiva de Regulação em Saúde da SES-PE, Ricarda Samara.

Caso a informação cirúrgica não seja localizada, serão solicitados dados adicionais, como nome da unidade solicitante, tipo de procedimento e mais uma vez a guia de encaminhamento para que a equipe da Central de Regulação verifique se realmente há a indicação junto ao serviço de saúde. Sendo procedente, o cadastro é validado e se dará o seguimento para a realização da cirurgia. Importante ressaltar que, se as informações repassadas não forem validadas, a Central de Regulação cancelará o cadastro.

"O site, neste primeiro momento, é para aquelas pessoas que possuem efetivamente o encaminhamento cirúrgico. É importante cadastrar as informações reais e evitar um trabalho de apuração desnecessário pela Central de Regulação", reforça Samara.

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