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Recife registra novos casos de lesões que provocam coceira na pele; veja o que se sabe

Casos de coceira aumentaram 11% em 24 horas

Gabriela Luna
Gabriela Luna
Publicado em 24/11/2021 às 7:59
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FREEPIK/IMAGEM ILUSTRATIVA
Os sinais e sintomas mais comuns são lesões na pele e coceira - FOTO: FREEPIK/IMAGEM ILUSTRATIVA
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Na noite desta terça-feira (23), a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que Recife registrou mais um aumento de casos de "lesões cutâneas a esclarecer" que provocam coceira. Segundo a pasta, o número de ocorrências passou de 117 para 134.

Outras cidades da Região Metropolitana, como Paulista e Camaragibe, também têm registros da doença de causa conhecida.

Desde que o Recife emitiu o alerta sobre o surto na última semana, muitas pessoas passaram a relatar a presença de manchas avermelhadas, coceira intensa e até sangramento.

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A recomendação de médicos dermatologistas é buscar uma unidade de saúde para receber atendimento e aliviar esses sintomas, que geralmente causam incômodos. "O que podemos fazer, por enquanto, é controlar os sintomas. É importante evitar o uso inadequado de pomadas, assim como os banhos de ervas e plantas que dizem ter o potencial de eliminar as lesões. E coçar o local só piora. A coceira tende a machucar a pele, arranhar, arder e abrir espaço para micro-organismos entrarem na pele", orienta a dermatologista Cláudia Ferraz, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia/Regional Pernambuco (SBD/PE).

Na visão dela, essas lesões aparentemente não são transmitidas pelo contato. "Acreditamos que não são contagiosas, pois vemos famílias em que uma pessoa apresenta o quadro e outras não. Outro detalhe é que essas lesões não têm uma morbidade (gravidade) importante. Mas, neste momento em que não sabemos a causa, questionamos se isso poderá ter alguma repercussão (na saúde) se for um quadro viral, como aconteceu com a zika", destaca Cláudia.

A Sesau confirma que, até agora, não houve o registro de agravamento associado às lesões cutâneas e reforça a importância de as pessoas manterem as mãos higienizadas e não tomarem remédio por conta própria.

*Com informações do JC

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