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Cientistas descobrem que "robôs vivos" se reproduzem sem interferência humana

Xenobots são criados a partir das células tronco de uma espécie de anfíbio africano

Lyllyan Belo
Lyllyan Belo
Publicado em 30/11/2021 às 16:05
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Divulgagação/Universidade de Vermont
Cientistas descobriram que os xenobots são capazes de se reproduzir sozinho - FOTO: Divulgagação/Universidade de Vermont
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Cientistas norte-americanos descobriram que os xenobots, os “robôs vivos”, são capazes de se reproduzir sozinhos. Segundo os criadores dos micro robôs, eles desenvolveram uma nova forma de reprodução, diferente de qualquer processo já conhecido.

A pesquisa, feita pelas Universidade de Vermont, a Tufts University e o Wyss Institute for Biologicamente Inspired Engineering, e a Universidade de Harvard, revelou que os xenobots conseguem coletar e comprimir células-tronco soltas em pilhas, e essa pilhas possuem a capacidade de amadurecer e se tornar descendentes.

Em entrevista à CNN, Michael Levin, professor de biologia e diretor do Allen Discovery Center da Tufts University, co-autor principal da nova pesquisa, contou como foi feita a descoberta.

"Quando liberamos [as células] do resto do embrião e demos a elas a chance de descobrirem como estar em um novo ambiente, elas não apenas descobriram uma nova maneira de se mover, mas também descobriram, aparentemente, uma nova maneira de se reproduzir", falou Levin.

Mas afinal, o que são os xenobots?

Os xenobots, que ficaram popularmente conhecidos como “robôs vivos”, são feitos a partir das células tronco de uma espécie de anfíbio africano, a rã-de-unhas-africana (Xenopus laevis), e medem menos de um milímetro de largura.

Os criadores apresentaram eles pela primeira vez em 2020, onde realizaram alguns experimentos, mostrando que eles conseguiam se mover, trabalhar em equipe e até mesmo se “curar” sozinho, caso apresentasse alguma falha.

No começo, os cientistas descobriram que os xenobots conseguem se replicar, mas somente em condições muito específicas, tornando a reprodução rara. Mas com a ajuda de Inteligência Artificial (IA), outros testes foram realizados para que os robôs pudessem se reproduzir de maneira molecular, reprodução conhecida como “replicação cinética”.

Os xenobots são capazes de encontrar até as células-tronco minúsculas em um recipiente, juntando-as dentro da boca. Alguns dias depois, esse novo agrupamento de células se tornam novos robôs.

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