Justiça

Réus do caso da boate Kiss são condenados; veja sentenças

Após oito anos, os quatro acusados foram a julgamento que durou dez dias

Bruna Padilha
Bruna Padilha
Publicado em 10/12/2021 às 18:30
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Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo
A tragédia que aconteceu em 2013 deixou 242 mortas e 636 feridas - FOTO: Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo
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*Matéria em atualização

O Tribunal do Júri do Foro Central de Porto Alegre, definiu as sentenças dos quatro réus no caso do incêndio na boate Kiss, após nove anos. Foram 10 dias de julgamentos ouvindo testemunhas, sobreviventes, familiares e réus.

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Os réus Elissandro Callegaro Spohr, ex-sócio da boate; Mauro Londero Hoffmann, também ex-sócio; Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda e Luciano Bonilha Leão, produtor musical foram condenados pelo incêndio que aconteceu em 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Foram 242 pessoas mortas e 636 feridas.

O caso foi analisado pelo Ministério Público e polícia até chegar ao judiciário. Os réus e o MP podem recorrer da decisão após a sentença definida, mas não podem modificar a decisão.

Quais as sentenças dos condenados do caso da Boate Kiss?

  • Elissandro Spohr, ex-sócio da boate: 22 anos e seis meses de prisão
  • Mauro Hoffmann, ex-sócio da boate: 19 anos e seis meses de prisão
  • Marcelo de Jesus, vocalista da banda: 18 anos de prisão
  • Luciano Bonilha, produtor musical: 18 anos de prisão 

As condenações valeriam a partir do momento do anúncio, mas o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) concedeu habeas corpus preventivo a um dos réus, o que impede o cumprimento imediato das penas.

Relembre o caso

A tragédia comoveu o país e gerou uma repercussão internacional, foram oito anos aguardando o júri. O incêndio começou após um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira disparou um artefato pirotécnico que atingiu a cobertura interna do local e espalhou o fogo.

A maior parte das vítimas eram jovens estudantes de idades entre 17 e 30 anos, que não conseguiram deixar a boate pela porta única de emergência, inalando a fumaça tóxica.

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