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Recém-nascido é encontrado dentro de coletor de lixo na Região Metropolitana do Recife

O bebê foi encontrado com o cordão umbilical amarrado a um cadarço de sapato

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 14/02/2022 às 8:19
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Welington lima/JC Imagem
Hospital infantil em que criança encontrada em lixo no Cabo de Santo Agostinho foi cuidada - FOTO: Welington lima/JC Imagem
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Na madrugada do último domingo (13), um recém-nascido foi encontrado dentro de um coletor de lixo na Praia de Gaibu, Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR). O bebê foi encontrado por um morador local, que ouviu o choro da criança em meio a um receptor de resíduos.

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As autoridades não divulgaram a identidade da vítima nem dos possíveis familiares. De acordo com o JC Online, o bebê foi encontrado pelo mecânico Luiz Paulo, de 35 anos, que contou que ouviu o choro da criança enquanto ia pescar com um amigo, às 4h.

"Estava junto com um amigo meu, a gente estava indo pescar e no meio do caminho que eu escutei um choro de um bebê. Ele ainda duvidou de mim dizendo que não era e eu disse: 'é um bebê, vou olhar o coletor de lixo'. Quando eu abri o coletor de lixo realmente era um bebê, que estava dentro de uma caixa todo amarrado e toda ensanguentada ainda com o cordão umbilical, como se tivesse tinha acabado de nascer", disse o mecânico, que estava em dia de folga.

Estado de saúde da criança

Luiz Paulo contou que o bebê estava com o cordão umbilical amarrado a um cadarço de sapato. Ao notar a criança, ele realizou os primeiros socorros. "Eu levei para casa e minha esposa higienizou o peito e amamentou por cinco minutos, a criança estava muito vermelha", contou, emocionado, Luiz Paulo, levando o bebê para um 'postinho de Gaibu'.

Com vontade de adotar a criança, ele disse que ela foi transferida para um hospital infantil no Cabo de Santo Agostinho. "A galera está de parabéns, tratou a criança super bem, ela está bem. Daqui ela vai para a Maternidade São Geraldo, em Ponte dos Carvalhos, vai passar 10 dias internada só para saber se está tudo bem", conta Luiz Paulo. "Criei uma conexão muito forte desde o momento que vi ela ali no lixo. Quero fazer de tudo para que eu possa adotar", complementa.

Após receber atendimento, o bebê foi internado e ficará sob observação em uma maternidade do município por 10 dias.

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