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CASO GENIVALDO DE JESUS: Homem grita até a morte em "câmara de gás" provocada pela polícia

Após ação truculenta da polícia, IML confirmou que a morte da vítima foi causada por asfixia.

Gabriela Luna
Gabriela Luna
Publicado em 26/05/2022 às 9:25 | Atualizado em 27/05/2022 às 7:47
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GENIVALDO DE JESUS: homem com transtornos mentais morre em ação da PRF em Sergipe - FOTO: FOTO: Reprodução
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Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, morreu, nessa quarta-feira (25), após uma truculenta ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Sergipe.

Segundo a família, a vítima tinha diagnóstico de esquizofrenia e não tinha nenhum histórico de agressividade. Ele estava desarmado.

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De acordo com Wallyson de Jesus, sobrinho da vítima, a polícia abordou Genivaldo enquanto ele pilotava uma moto. Até o momento, não se sabe o que provocou a abordagem.

“Eu estava próximo e vi tudo. Informei aos agentes que o meu tio tinha transtorno mental. Eles pediram para que ele levantasse as mãos e encontraram no bolso dele cartelas de medicamentos. Meu tio ficou nervoso e perguntou o que tinha feito. Eu pedi que ele se acalmasse e que me ouvisse”, disse Wallyson ao G1.

Nervoso, Genivaldo tentou resistir à abordagem. Dois policiais, então, usaram a força para conter a vítima e chegaram a amarrar os braços e pernas antes de colocá-lo dentro da viatura.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o veículo com grande quantidade de fumaça branca e densa, enquanto a vítima - lá dentro - grita desesperadamente até a morte.

VEJA O VÍDEO:

“Eles jogaram um tipo de gás dentro da mala, foram para delegacia, mas meu tio estava desacordado. Diante disso, os policiais levaram ele para o hospital, mas já era tarde”, explica Wallyson. IML confirmou que a morte da vítima foi causada por asfixia.

Em nota oficial, a PRF disse que a vítima "resistiu ativamente a abordagem" e que "foram empregadas técnicas de imobilização e instrumentos de menor potencial ofensivo para sua contenção". Um inquérito foi instaurado para apurar o caso.

A família também registrou um Boletim de Ocorrências e o caso será investigado pela Polícia Federal.

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