IGREJA DE CARUARU

Diocese de Caruaru repudia penalidade proposta por governo Paulo Câmara em cobrança milionária

A Diocese de Caruaru emitiu nota em relação à cobrança do Governo do Estado, afirmando ser indevida

Paloma Xavier
Paloma Xavier
Publicado em 30/06/2022 às 13:57 | Atualizado em 30/06/2022 às 14:00
Hélia Scheppa/SEI
De acordo com a Diocese de Caruaru, o valor repassado pelo governo Paulo Câmara não foi entregue - FOTO: Hélia Scheppa/SEI
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A Diocese de Caruaru divulgou uma nota, nesta semana, repudiando a cobrança do Governo do Estado, que pede a devolução imediata de R$ 2,5 milhões repassados à instituição católica para construção de 720 cisternas, que supostamente não foram entregues.

A instituição afirma que "vem tomando todas as medidas cabíveis para que seja afastada a aplicação de qualquer penalidade". As informações são do Blog de Jamildo.

A igreja ressalta, ainda, que não teve culpa pela “inexecução do contrato”.

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"A Diocese de Caruaru foi surpreendida com a dificuldade na obtenção de insumos e mão de obra no setor da construção civil, o que acarretou também na elevação dos custos para a construção de cada cisterna", afirma na nota oficial.

"Tais fatos impactaram diretamente na continuidade do contrato, causando uma onerosidade excessiva e insustentável para a Diocese de Caruaru, motivando o pedido de rescisão contratual", acrescenta a instituição.

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O Governo do Estado considera a possibilidade da Diocese de Caruaru ser penalizada e proibida de contratar com o Poder Público por dois anos. O Executivo até emitiu um boleto para que a instituição fizesse o pagamento.

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DA IGREJA SOBRE A COBRANÇA MILIONÁRIA DO GOVERNO

"É bem verdade que a Diocese de Caruaru firmou com a Administração Pública, no dia 02 de setembro de 2015, o contrato de prestação de serviços para a implementação de tecnologias sociais de acesso à água, e que de fato não houve a construção de 720 (setecentas e vinte) cisternas, de um total de 1.751 ( mil setecentos e cinquenta e uma) cisternas.

Acontece que a inexecução parcial do contrato em questão não foi motivada por ação ou omissão da Diocese de Caruaru; é que fatos alheios a sua vontade ensejaram a impossibilidade de conclusão da integralidade das tecnologias objetos do contrato em questão.

Durante a vigência do contrato, a Diocese de Caruaru foi surpreendida com a dificuldade na obtenção de insumos e mão de obra no setor da construção civil, o que acarretou também na elevação dos custos para a construção de cada cisterna.

Tais fatos impactaram diretamente na continuidade do contrato, causando uma onerosidade excessiva e insustentável para a Diocese de Caruaru, motivando o pedido de rescisão contratual.

Desta forma, a Diocese de Caruaru desde já esclarece que não foi omissa com relação às suas obrigações perante a Administração Pública, ao revés, a Diocese de Caruaru tem plena consciência das suas responsabilidades e devolverá para a Administração Pública os valores referentes a inexecução do contrato.

Contudo, como não motivou o descumprimento contratual e sempre agiu com transparência, boa-fé e cooperação, a Diocese de Caruaru vem tomando todas as medidas cabíveis para que seja afastada a aplicação de qualquer penalidade.

Feitos os supracitados e necessários esclarecimentos, a Diocese de Caruaru deseja que todos os fiéis católicos possam rezar e viver a Missão em comunhão com a Igreja Católica Apostólica Romana."

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