Máquina pública

Compesa de Raquel Lyra joga culpa do aumento da conta de água em Paulo Câmara

Conforme assinalou o blog, ainda na semana passada, a preocupação do governo Raquel Lyra era com a entrega de obras, porque a Compesa está com rombo de caixa

Jamildo Melo
Jamildo Melo
Publicado em 29/03/2023 às 8:39
SEI/Divulgação
Paulo Câmara, em evento da Compesa - FOTO: SEI/Divulgação

Na semana passada, já era evidente, nos meios políticos, que a majoração viria porque a Compesa, sem reajuste, não teria condições de continuar mantendo obras no Estado.

Conforme antecipou o Blog de Jamildo, na semana passada, o PSB de Paulo Câmara e o PSDB de Raquel Lyra iriam disputar uma guerra de narrativas pelo rombo de caixa da Compesa, que não é conhecido, mas admitido pela atual gestão.

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) abre sua justificativa de aumento informa que solicitou e a Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe) atendeu ao pedido de reajuste tarifário ordinário referente ao período de julho de 2021 a junho de 2022, "no sentido de solucionar pendência do exercício administrativo de 2022".

Mais três referências à gestão Paulo Câmara

"Cumprindo a regra do reajuste anual ordinário, o pleito em questão foi encaminhado pela Compesa à Arpe ainda em 29 de junho de 2022, no entanto por decisão do acionista majoritário, através do Governo de Pernambuco, na gestão anterior, o pedido reajuste foi suspenso em 11 de julho de 2022.

"Outras ações referentes a suspensões de reajustes ordinários sem justificativa também ocorreram similarmente em outros anos, a exemplo de 2018 e 2020".

... para melhor atendimento à população, a Companhia investiu recursos em obra acima da sua capacidade financeira, em função do pacto e compromisso estabelecidos pelo gestão do governo passado de que esses investimentos seriam ressarcidos pelo tesouro estadual, o que não se confirmou. Essas circunstâncias provocaram um desequilíbrio no fluxo de caixa, situação que está afetando não apenas o cumprimento do programa de investimentos da empresa como também à prestação adequada dos serviços à população". 

Aumento de quase 12% na conta de água

O índice aprovado pela Arpe chega a 11,21% e será aplicado a partir de 28 de abril, conforme prazo legal de 30 dias para vigência de reajuste.

A tarifa social, benefício destinado aos clientes de baixa renda não sofrerá reajuste, permanecendo no valor R$ 9,44, umas das mais baixas do país.

Problemas com custos

"Nos últimos anos, a Compesa vem enfrentando aumentos expressivos dos custos de energia elétrica e produtos químicos, sendo este último insumo ter sido majorado em 100% apenas nos últimos 12 meses. Esses itens são a base para o tratamento e o bombeamento dos sistemas de abastecimento para que a água chegue na casa de mais de sete milhões de pernambucanos".

Conforme assinalou o blog, ainda na semana passada, a preocupação do atual governo era com a entrega de obras.

"Para restaurar o equilíbrio da empresa, principalmente sua capacidade de realizar as obras necessárias para melhorar a qualidade dos seus serviços, medidas de corte de despesas em todos os níveis e ações de recuperação de receitas também se mostraram imprescindíveis e estão em curso".

"Considerando a prestação de serviços essenciais à qualidade de vida e ao desenvolvimento do Estado, é preciso registrar que a Companhia tem na sua tarifa uma importante fonte de recursos para manter as suas atividades e realizar investimentos".