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Catar confirma cessar-fogo entre Israel e Hamas e anuncia libertação de reféns

Cessar-fogo entre Israel e Hamas será temporário e começará nesta sexta-feira, com libertação de 50 reféns mantidos em Gaza

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Rodrigo Fernandes

Publicado em 23/11/2023 às 12:44
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O Catar, nação que tem feito mediação entre Israel e Hamas, anunciou que um cessar-fogo temporário de quatro dias será iniciado nas primeiras horas desta sexta-feira (24).

A trégua começará às 7h do horário local (2h em Brasília). O primeiro grupo de reféns será libertado às 16h (11h em Brasília). Equipes de ajuda humanitária poderão entrar na região assim que o período de acordo começar. 

A informação foi repassada em entrevista coletiva do Ministério das Relações Exteriores catari, realizada nesta quinta-feira (23). 

Por meio do Telegram, o Al-Qassam, braço do Hamas, também confirmou o cessar-fogo. Eles informaram que aeronaves vão interromper o sobrevoo na Faixa de Gaza entre 10h e 16h do horário local.

Libertação de reféns

Nesta sexta-feira, serão libertadas 13 pessoas tomadas como reféns pelo Hamas no dia 7 de outubro. A lista inclui mulheres e crianças.

O governo de Israel disse já ter recebido os nomes destes primeiros reféns que serão liberados, e que autoridades estavam em contato com seus familiares. Não há informação sobre estrangeiros na lista.

Os libertados serão entregues ao Crescente Vermelho (equivalente à Cruz Vermelha), segundo Majid al-Ansari, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar. 

"A ideia é fazer com que a transferência seja a mais segura possível para todas as partes. Temos que lembrar que esta é uma zona de guerra", afirmou o diplomata.

O acordo prevê a libertação de 50 dos cerca de 240 reféns até o final da trégua. Esse grupo será composto por 30 crianças e 20 mulheres. Em troca, Israel vai liberar 150 palestinos que mantém como prisioneiros.

Ainda não há listas ou confirmação de horários de libertações após as ações da sexta-feira, mas a previsão é de que entre 12 e 13 pessoa sejam libertadas diariamente.

"O acordo é recíproco, portanto, esperamos que haja uma libertação também do lado israelense como resultado da libertação dos reféns por volta das 16h em Doha", comentou o porta-voz, sem dar maiores detalhes.

Apesar do prazo inicial de quatro dias, o acordo poderá ser prorrogado a depender das negociações.

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