Em janeiro de 2024, o eleitorado brasileiro com idade entre 16 e 17 anos registrou um aumento de 14,22%, interrompendo uma tendência de queda nas eleições municipais de 2024.
Desde 2022, essa reversão começou, com um crescimento de mais de 51% em comparação com a última eleição geral.
A cientista política e doutora pela Universidade de Brasília (UnB), Marcela Machado, atribui esse interesse crescente dos jovens à recente história política do país, destacando que a política permeia todos os aspectos da vida e que as redes sociais desempenham um papel crucial na conscientização desse público.
PARTICIPAÇÃO DE ELEITORES JOVENS
Uma análise recente revela que Tocantins possui a maior proporção de eleitores entre 16 e 17 anos, correspondendo a 0,14% do eleitorado total do estado.
Apesar de terem populações maiores, Piauí e Paraíba ocupam o segundo e terceiro lugares, respectivamente, nessa categoria. Em contraste, o Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo têm as menores proporções de eleitores jovens.
O relacionamento dos jovens com a política está intimamente ligado ao seu envolvimento nas eleições. Enquanto as eleições municipais tendem a ser mais locais e muitas vezes envolvem disputas familiares, as eleições gerais costumam abordar questões mais amplas e sociais, o que naturalmente atrai mais pessoas para o processo político.
Além disso, o interesse dos jovens pela política é influenciado pela falta de conhecimento sobre o papel dos representantes eleitos, como prefeitos e vereadores. A falta de educação cívica pode desestimular os jovens de participar ativamente da vida política, conforme observado pela doutora Marcela.