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No G7, Papa Francisco pede proibição de armas automáticas e cita perigos da inteligência artificial

Papa Francisco participa do G7 nesta sexta-feira. Presidente Lula representa o Brasil como convidado da cúpula de líderes internacionais

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Rodrigo Fernandes

Publicado em 14/06/2024 às 12:16
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Em discurso realizado na cúpula do g7, na Itália, o papa Francisco pediu que as nações banissem a utilização de "armas automáticas letais" e não fizessem uso militar da inteligência artificial (IA).

A declaração foi dada nesta sexta-feira (14), segundo dia de reuniões entre os líderes das principais potências econômicas do mundo.

"Em um drama como o dos conflitos armados, é urgente repensar o desenvolvimento e o uso de dispositivos como as chamadas 'armas autônomas letais', a fim de banir a sua utilização [...] Nenhuma máquina, em caso algum, deveria ter a possibilidade de optar por tirar a vida a um ser humano", disse o papa.

Inteligência artificial

Ainda no discurso, que durou cerca de 20 minutos, o Papa descreveu a IA como um “instrumento fascinante e tremendo”, mas alertou para os riscos associados à sua utilização.

O pontífice citou como exemplo de prejuízos causados pela IA uma possível "maior desigualdade entre nações avançadas e nações em desenvolvimento, entre classes sociais dominantes e oprimidas”.

"E é precisamente aqui que a ação política é urgente", afirmou.

A reunião de Cúpula do G7 conta com a participação dos sete membros do grupo (EUA, Itália, França, Reino Unido, Japão, Canadá e Alemanha) e de convidados. O presidente Lula representará o Brasil como convidado, com pelo menos cinco reuniões bilaterais agendadas.

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