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Planos de saúde têm lucro líquido de R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre de 2024

Resultado das operadoras no período foi divulgado no Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar da Agência Nacional de Saúde (ANS)

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Rodrigo Fernandes

Publicado em 15/06/2024 às 0:00
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As operadoras de plano de saúde e administradoras de benefícios registraram lucro líquido de R$ 3,33 bilhões no primeiro trimestre de 2024. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) na última quarta-feira (12).

Esse resultado equivale a aproximadamente 3,93% da receita total acumulada no período, que foi superior a R$ 84 bilhões. Ou seja, para cada R$ 100 de receitas, o setor arrecadou cerca de R$ 3,93 de lucro ou sobra.

Melhor desempenho desde 2019

Nos números agregados, o desempenho econômico-financeiro é o mais positivo para um primeiro trimestre desde 2019, o que pode ser observado em todos os segmentos:

  • as operadoras exclusivamente odontológicas registraram lucro de R$ 187,9 milhões;
  • as médico-hospitalares, de R$ 3,07 bilhões;
  • e as administradoras de benefícios, de R$ 66,4 milhões.

Além disso, pela primeira vez desde 2021 as operadoras médico-hospitalares fecharam o primeiro trimestre do ano com saldo positivo na diferença entre as receitas e despesas diretamente relacionadas às operações de assistência à saúde, com resultado operacional de R$ 1,9 bilhão, patamar próximo dos anos pré-pandemia de Covid-19.

Leia também: Reajuste dos planos de saúde será de até 6,91% em 2024, define ANS

No primeiro trimestre de 2024, o resultado financeiro foi positivo em R$ 2,3 bilhões, patamar próximo do observado nos três primeiros meses de 2022 e 2023.

Melhorias dos serviços

"A leitura que temos que fazer desses resultados é no sentido do que já viemos observando nos últimos trimestres, de uma recuperação econômico-financeira do setor. Mesmo que não na velocidade pretendida pelas operadoras, mas há um sólido caminho de retomada dos saldos positivos", analisa o diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Jorge Aquino.

Contudo, ele aponta que é importante não perder de vista que essa recuperação precisa se refletir na garantia e na melhoria dos serviços oferecidos aos beneficiários.

"Por isso reforçamos que é fundamental as operadoras investirem em gestão, prestarem serviços de qualidade, desenvolverem ações de promoção de saúde e prevenção de doenças, pois isso é essencial para a sustentabilidade do setor”, completou.

Com informações da Agência Gov

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