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PF apura manipulação de resultado em jogo da Série D do Brasileirão

Denúncia partiu da CBF, após relatório de empresa especializada em detectar fraudes. Apostadores sabiam que time iria perder o primeiro tempo.

Publicado em 26/06/2024 às 9:41
Notícia

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Jogo Limpo, que visa apurar suspeitas de manipulação de resultado em uma partida de futebol válida pelo Campeonato Brasileiro da série D. 

Os agentes cumprem 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Patrocínio (MG), São José do Rio Preto (SP), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Tanguá (RJ) e Nova Friburgo (RJ).

A PF informou que a partida investigada ocorreu no interior de São Paulo, mas não revelou detalhes sobre os times ou alvos da operação, afirmando apenas que integrantes e ex-integrantes de uma das equipes estão entre os investigados..

A TV Globo, contudo, afirma que o clube em questão é o Patrocinense, e que a partida supostamente manipulada ocorreu no dia 1º de junho, contra o Inter de Limeira. O clube de Limeira, mandante do jogo, venceu por 3 a 0.

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Segundo o g1, a sede do Patrocinense foi um dos alvos dos mandados de busca da operação da PF.

Investigação

A investigação teve início após a empresa Sportradar, voltada a detectar fraudes em apostas esportivas, procurar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reportando movimentação suspeita em casas de apostas no jogo em questão.

Um relatório da companhia indicou que apostadores tinham conhecimento prévio de que um time perderia o primeiro tempo da partida por ao menos dois gols.

Durante a realização da partida, a equipe visitante sofreu três gols ainda no primeiro tempo, sendo um deles contra.

Segundo o apurado, determinada empresa teria firmado parceria com um dos clubes e vários jogadores agenciados por ela foram contratados. A investigação visa apurar a influência de tais pessoas no resultado da partida.

Caso seja confirmada a fraude, os suspeitos podem responder por crimes contra a incerteza do resultado esportivo, que encontram as condutas tipificadas na Lei Geral do Esporte, com penas de dois a seis anos de reclusão.

A PF atua no caso com autorização do Ministro da Justiça e Segurança Pública. De acordo com a Polícia Federal, a CBF colaborou com as investigações desde o início da apuração.

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