Bolsonaro e mais 11 pessoas próximas são indiciados pela PF no inquérito das joias

Ex-presidente é investigado no inquérito que investiga a venda ilegal de joias preciosas da Arábia Saudita, recebidas no seu governo, no exterior

Publicado em 05/07/2024 às 9:39

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no inquérito que investiga a venda ilegal de joias da Arábia Saudita no exterior.

O indiciamento ocorreu na última quinta-feira (4), conforme contou o Poder 360, e inclui mais 11 pessoas próximas do ex-mandatário.

A corporação concluiu haver indícios dos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos.

Também foram indiciados:

  • Fabio Wajngarten, advogado do ex-presidente;
  • Mauro Cesar Barbosa Cid, tenente-coronel e ex-ajudante de ordens do ex-presidente;
  • Mauro Cesar Lorena Cid, general e pai de Mauro Cid;
  • Frederick Wassef, advogado;
  • Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia;
  • Marcos André dos Santos Soeiro, ex-assessor de Bento Albuquerque;
  • Julio Cesar Vieira Gomes, ex-secretário da Receita Federal;
  • Marcelo da Silva Vieira, ex-chefe do Gabinete de Documentação Histórica da Presidência da República ;
  • José Roberto Bueno Júnior, ex-chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia;
  • Osmar Crivelati, assessor de Bolsonaro;
  • Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro;

Eles são acusados de praticar crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos.

O que acontece agora?

O relatório da PF será enviado ao relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e depois deverá ser compartilhado com a Procuradoria Geral da República (PGR).

Com o relatório em mãos, a PGR vai analisar as provas colhidas pela PF e decidir se arquiva o caso, pede mais investigações ou se denuncia os envolvidos. Neste caso, a lista de crimes pode mudar para mais acusações ou menos.

Caso a PGR resolva denunciar os envolvidos, a denúncia será analisada pelo Supremo Tribunal Federal.

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A Suprema Corte, então, pode aceitar a denúncia ou arquivar o caso. No caso de aceite, os envolvidos viram réus e responderão ação penal, podendo ser condenados ou absolvidos.

O STF também pode mandar o caso para a 1ª Instância.

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