Como conferir o tempo de contribuição no INSS

Antes de efetuar o pedido de aposentadoria, é imprescindível realizar uma simulação para entender o valor estimado do benefício a ser recebido

Publicado em 07/07/2024 às 7:08

O aplicativo do Meu INSS tem sido alvo de várias reclamações de que não estaria mostrando o tempo de contribuição correto dos segurados.

Para conferir se o tempo de contribuição está correto basta acessar o extrato previdenciário, o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).

É nele que está registrado todo o histórico de contribuições para o INSS. Se houver discrepâncias, elas podem ser resultado de problemas no banco de dados do governo ou no próprio aplicativo.

Vale lembrar que o INSS utiliza inteligência artificial para calcular o tempo de contribuição, somando os períodos registrados no sistema sem verificar a correção das datas ou a inclusão de todos os salários de contribuição.

Além disso, o simulador do INSS não considera o tempo especial para trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde ou integridade física.

Esses trabalhadores precisam apresentar o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) para a análise do tempo especial.

Podendo aumentar o tempo de contribuição em 20% para mulheres e 40% para homens, explica a Dra. Jeanne Vargas, advogada especialista em Direito Previdenciário e sócia do escritório Vargas Farias Advocacia.

Como conferir e corrigir os dados incorretos

Caso o contribuinte encontre inconsistências no tempo de contribuição ele deve acessar o CNIS no site ou aplicativo do Meu INSS e conferir, no seu extrato previdenciário, se todos os períodos de trabalho e contribuição estão registrados.

Outro ponto importante é verificar os indicadores que aparecem no extrato, pois eles podem apontar períodos que precisam de validação.

Os dois indicadores mais comuns são: PREM-EXT (Período extemporâneo), que indica que o período foi declarado fora do prazo legal, sendo necessário apresentar documentos comprobatórios como carteira de trabalho, declarações de empregadores, entre outros.

O outro indicador é o PREC-MENOR-MIN (Contribuição abaixo do mínimo), que indica que a contribuição foi feita abaixo do salário mínimo da época.

É necessário complementar o pagamento para que o período seja contabilizado como tempo de contribuição.

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Na última página do CNIS, há uma legenda explicativa dos indicadores para facilitar a compreensão

Segundo Jeanne Vargas, as inconsistências nas informações podem ocorrer por diversos motivos como: 

  • erros dos empregadores, como a ausência de data de saída em vínculo empregatício – a empresa dá baixa na carteira de trabalho, mas não dá baixa no sistema do INSS -
  • o que pode deixar períodos sem informação de término no sistema do INSS e também períodos não registrados, onde o ex-empregado não encontra determinados períodos trabalhados no sistema.

“Neste caso o empregado deve apresentar documentos como a carteira de trabalho com a anotação do vínculo, opção de FGTS, alterações salariais, informações sobre férias, além do termo de rescisão, contracheques e outros documentos que comprovem o período trabalhado” diz.

Mesmo encontrando informações incorretas no sistema do INSS é possível corrigir o tempo de contribuição antes de solicitar a aposentadoria.

O segurado pode fazer isso através do requerimento “atualizar vínculos e remuneração e código de pagamento” no Meu INSS ou no próprio pedido de aposentadoria, apresentando toda a documentação necessária.


No entanto, a melhor opção para calcular o tempo de contribuição de forma precisa, é consultar um advogado especialista em direito previdenciário.

Esse profissional tem o conhecimento necessário para analisar o extrato de contribuições do INSS, entender a legislação aplicável e orientar o trabalhador na obtenção dos documentos necessários.

Existem várias regras de aposentadoria, incluindo quatro regras de transição para aposentadoria por tempo de contribuição, uma regra para aposentadoria por idade e uma regra para aposentadoria especial.

Há casos em que o trabalhador já tem direito a uma determinada regra, mas se esperar um pouco mais poderá se aposentar com valor melhor. Cada caso é singular e precisa ser analisado com muita cautela.

Veja o passo a passo de como fazer a prova de vida remota para o INSS

Simulação de aposentadoria pelo INSS: passo a passo pelo celular

Para realizar a simulação da aposentadoria utilizando o aplicativo Meu INSS, siga estes passos simples:

  • Faça o download do aplicativo Meu INSS, disponível para dispositivos Android e iOS.
  • Ao abrir o aplicativo, clique no botão "Entrar com gov.br";
  • Insira seu CPF e senha. Se ainda não tiver uma senha cadastrada, será necessário criar uma.
  • Após o login, abra o menu lateral localizado na parte superior esquerda da tela;
  • No menu lateral, selecione a opção "Simular Aposentadoria";
  • Na tela de simulação, verifique as informações exibidas. Você encontrará detalhes como sua idade, sexo, tempo de contribuição e quanto tempo falta para a aposentadoria, conforme as regras vigentes.
  • Caso seja necessário corrigir algum dado pessoal, basta clicar no ícone de lápis localizado à direita da informação que deseja editar.

Seguindo esses passos, você poderá realizar uma simulação precisa da sua aposentadoria diretamente pelo aplicativo Meu INSS, garantindo assim uma melhor compreensão da sua situação previdenciária e permitindo eventuais correções de informações pessoais, caso necessário.

Simulação de aposentadoria pelo INSS: passo a passo pelo computador

  • Acesse o site meu.inss.gov.br e faça o login digitando seu CPF e senha. Se ainda não possuir uma senha, será necessário realizar o cadastro;
  • Após o login, clique na opção "Serviços" e em seguida selecione "Simular Aposentadoria";
  • Na tela de simulação, verifique as informações apresentadas. Você encontrará detalhes como sua idade, sexo e tempo de contribuição, além de visualizar o tempo restante para a aposentadoria, conforme as regras vigentes.

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