Valores a receber: brasileiros ainda não sacaram R$ 8,4 bilhões; veja

O Sistema de Valores a Receber (SVR) devolveu R$ 7,13 bilhões, de um total de R$ 15,49 bilhões disponíveis nas instituições financeiras

Publicado em 07/07/2024 às 8:32

Os brasileiros ainda não sacaram R$ 8,4 bilhões em recursos esquecidos no sistema financeiro até o final de maio, informou o Banco Central (BC) na última sexta-feira (5).

Até o momento, o Sistema de Valores a Receber (SVR) devolveu R$ 7,13 bilhões, de um total de R$ 15,49 bilhões disponíveis nas instituições financeiras.

As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem. Até o final de maio, 21.266.542 correntistas haviam resgatado valores.

Apesar de ultrapassar os 21 milhões, isso representa apenas 32,27% do total de 65.896.646 correntistas incluídos no programa desde seu início em fevereiro de 2022.

Entre os beneficiários que já retiraram valores, 19.819.974 são pessoas físicas e 1.446.568 são pessoas jurídicas.

Entre os que ainda não fizeram o resgate, 41.284.748 são pessoas físicas e 3.345.356 são pessoas jurídicas.

A maior parte das pessoas e empresas que ainda não fizeram o saque tem direito a pequenas quantias. Valores de até R$ 10 concentram 63,6% dos beneficiários.

Valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 24,86% dos correntistas. Quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,77% dos clientes, enquanto apenas 1,77% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

Depois de ficar fora do ar por quase um ano, o SVR foi reaberto em março de 2023, com novas fontes de recursos, um novo sistema de agendamento e a possibilidade de resgate de valores de pessoas falecidas.

Em maio, foram retirados R$ 327 milhões, um aumento em relação ao mês anterior, quando foram resgatados R$ 290 milhões.

Melhorias

A atual fase do Sistema de Valores a Receber (SVR) trouxe importantes novidades. Agora, é possível imprimir telas e protocolos de solicitação para compartilhamento via WhatsApp e consultar todos os tipos de valores previstos pela norma do SVR.

Além disso, foi implementada uma sala de espera virtual, permitindo que todos os usuários realizem consultas no mesmo dia, sem a necessidade de um cronograma baseado no ano de nascimento ou fundação da empresa.

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Entre as melhorias está a possibilidade de consulta a valores de pessoas falecidas, acessível para herdeiros, testamenteiros, inventariantes ou representantes legais.

Assim como nas consultas para pessoas vivas, o sistema informa a instituição responsável pelo valor e a faixa de valor.

Há também mais transparência para quem tem conta conjunta: se um dos titulares solicitar o resgate de um valor esquecido, o outro poderá ver informações como valor, data e CPF de quem fez o pedido.

Novas fontes de recursos

Foram incluídas novas fontes de recursos esquecidos, que não estavam nos lotes do ano passado. Estas incluem:

  • Contas de pagamento pré ou pós-pagas encerradas
  • Contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas
  • Outros recursos disponíveis nas instituições para devolução

Além dessas, o SVR continua a englobar valores já disponíveis para saque no ano passado, como:

  • Contas-corrente ou poupança encerradas
  • Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito
  • Recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados
  • Tarifas cobradas indevidamente
  • Parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente

Alerta de golpes

O Banco Central alerta para golpes envolvendo estelionatários que alegam intermediar resgates de valores esquecidos.

Todos os serviços do SVR são totalmente gratuitos, e o BC não envia links nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.

Apenas a instituição financeira que aparece na consulta do SVR pode contatar o cidadão. É crucial que nenhum cidadão forneça suas senhas, pois ninguém está autorizado a solicitar tal informação.

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