Quando iniciar cada método contraceptivo no pós-parto?

É essencial que as mulheres tenham informações seguras para definir o momento certo de iniciar cada método contraceptivo. Veja detalhes

Publicado em 14/03/2025 às 11:11
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A chegada de um bebê traz muitas mudanças para a vida da mulher, e uma das dúvidas frequentes nesse período é sobre quando retomar o uso de contraceptivos.

O corpo ainda está se recuperando do parto, e a escolha do método deve levar em conta fatores como amamentação, tipo de parto e possíveis riscos à saúde.

Segundo Tiago Almeida, diretor associado de Assuntos Médicos da Organon, é essencial que as mulheres tenham informações seguras para definir o momento certo de iniciar cada método contraceptivo.

Qual o momento ideal para cada método?

Dispositivo Intrauterino (DIU) – Tanto o hormonal quanto o não hormonal devem ser inseridos após seis semanas do parto, quando o útero já voltou ao tamanho normal.

Implante subdérmico de etonogestrel – Para mulheres que amamentam**, o implante pode ser colocado a partir da quarta semana. Já para aquelas que não estão amamentando, a recomendação é entre o 21º e o 28º dia após o parto.

Pílulas anticoncepcionais:

  • As que contêm apenas progesterona podem ser iniciadas logo nesse período.
  • Já os contraceptivos orais combinados (estrogênio + progesterona) exigem cautela, pois podem aumentar o risco de trombose nas primeiras semanas pós-parto.

O tipo de parto influencia na escolha?

Sim! De acordo com Tiago Almeida, essa decisão também deve levar em conta se a mulher teve parto normal ou cesárea.

Mulheres que tiveram parto normal e optam pelo DIU enfrentam uma taxa de expulsão maior, podendo chegar a 24% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Já entre aquelas que passaram por cesárea, essa taxa varia entre 3% e 12%.

Métodos como implante subdérmico são alternativas práticas, pois não há risco de expulsão uterina e não exigem lembrança diária, como as pílulas.

Benefícios e desafios de cada método

Cada método tem suas vantagens e possíveis efeitos adversos.

  • DIU: longa duração, mas risco de expulsão uterina.
  • Implante subdérmico: não precisa de manutenção diária, mas pode causar efeitos como acne e enxaqueca.
  • Pílula: prática para algumas mulheres, mas exige disciplina diária.

O mais importante é que a mulher tenha acesso a informações confiáveis para tomar uma decisão consciente.

“O pós-parto é um período de adaptação e muitas mudanças. Escolher um método contraceptivo adequado evita preocupações desnecessárias e dá mais tranquilidade para aproveitar essa fase tão especial”, finaliza o especialista.

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