Museu Memórias Vivas promove oficinas de sustentabilidade em Belo Jardim
Atividades integram a 19ª Primavera dos Museus e seguem até 30 de setembro, no Agreste de Pernambuco
Um pote de vidro que antes guardava doces agora pode armazenar temperos. Uma garrafa pet se transforma em vaso de plantas. Até mesmo um pneu usado ganha nova vida como canteiro florido.
A partir dessas práticas, o Museu Memórias Vivas, do Instituto Conceição Moura, convida crianças e adolescentes de Belo Jardim, no Agreste, a refletirem sobre sustentabilidade.
Até 30 de setembro, o espaço realiza a oficina gratuita “Plantar ideias, colher consciência”, destinada a crianças e adolescentes de 6 a 14 anos.
Conexão entre memória e mudanças climáticas
A ação integra a 19ª Primavera dos Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que este ano tem como tema “Museus e Mudanças Climáticas”.
Em Belo Jardim, o debate ganha um significado especial: o museu está instalado no prédio da antiga Fábrica Mariola, indústria que utilizava intensivamente lenha e descartava água sem tratamento adequado. Hoje, o espaço se ressignifica como ambiente de aprendizado e transformação.
Oficinas gratuitas até o fim do mês
As oficinas são realizadas de terça a sábado, das 9h às 20h, abertas ao público. Para grupos maiores, é necessário agendamento pelo Instagram @iconceicaomoura ou pelo WhatsApp (81) 9.7314-6655.
Com duração de 1h30, as atividades ensinam os participantes a montar uma mini-horta em copos reutilizados, enquanto abordam temas como reaproveitamento de materiais, cultivo urbano e os impactos das mudanças climáticas.
“Nosso objetivo é mostrar que sustentabilidade não é um conceito distante. Ela começa com atitudes simples, como reutilizar um copo e plantar uma semente. Queremos inspirar uma nova geração de cidadãos conscientes, conectados com sua história e com o planeta”, afirma Lorena Tenório, coordenadora executiva do Instituto Conceição Moura.
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Memória, arte e acessibilidade
Instalado no prédio histórico da antiga Fábrica Mariola, o Museu Memórias Vivas oferece uma exposição permanente com fotografias, maquinários, documentos e réplicas em 3D que reconstroem o universo da antiga produção de doces, parte da memória afetiva e econômica de Belo Jardim.
O espaço também aposta na acessibilidade, com rampas, audiodescrição e intérpretes de Libras, garantindo que todos possam participar das atividades.
Para Lorena Tenório, as oficinas realizadas em setembro reforçam o papel transformador do espaço. “Nosso desejo é que o museu seja um lugar vivo, onde as crianças e os jovens possam aprender com alegria e desenvolver laços com a história da sua própria cidade”, completa.