Arrastão deixa famílias aterrorizadas em zona rural de Caruaru
Quatro homens encapuzados invadiram casas no Sítio Capim; renderam moradores, praticaram agressões e levaram carros, dinheiro e objetos
Três residências foram invadidas na noite da última quarta-feira (24) no distrito de Sítio Capim, zona rural de Caruaru. Quatro homens encapuzados e armados renderam moradores, agrediram as vítimas e levaram dinheiro, veículos e diversos objetos. A ação criminosa durou mais de três horas e deixou a comunidade em estado de choque. As informações são do repórter Josival Ricardo da TV Jornal.
Primeira vítima
A primeira vítima foi um idoso de 65 anos. Ele foi surpreendido ao chegar em casa, quando descarregava ração. Os criminosos o imobilizaram com cordas, colocaram um capuz sobre sua cabeça e o agrediram com socos, exigindo dinheiro.
“Três homens me renderam. Me pegaram aqui na garagem e um me puxou para dentro de casa. Falavam em dinheiro, inclusive, pegaram uma camisa e uma sacola de plástico para me encapuzar. Me imobilizaram e deram uns três murros”, relatou a vítima, que sofreu ferimentos no rosto.
Após horas sob ameaças, a vítima conseguiu escapar e pedir ajuda na casa de um primo, já por volta das 22h.
“Ele chegou ensanguentado e desesperado. O assalto tinha começado ainda por volta das 18h. Foram horas de espancamento e ameaças. Ficamos todos tristes, o sentimento que fica é de temor.”, contou o parente.
Invasão à segunda residência
Na sequência, os criminosos levaram o idoso rendido até a casa de uma parente, uma mulher de 61 anos. Eles a obrigaram a abrir a porta sob ameaça de matar o idoso caso resistisse.
Dentro do imóvel, renderam também o filho da vítima, um jovem de 21 anos, que foi amarrado. O idoso e o filho foram trancados em um quarto.
A residência foi revirada, móveis quebrados e objetos levados. Entre os itens subtraídos estão duas televisões, celulares, perfumes, botijões de gás e o carro da família.
“Quando vi meu filho e meu parente amarrados, pensei que eles fossem levar meu filho embora. Pedi para que não o levassem. Bagunçaram a casa e obrigaram meu filho a fazer pix", disse a proprietária, ainda abalada.
O jovem de 21 anos contou que chegou a pensar que seria morto: “Eu pensei que ia ser uma tragédia maior. Tudo que eles pediam, eu dei, para preservar a vida da minha família”.
Depois de agir nas duas primeiras casas, os bandidos ainda seguiram para a residência de uma idosa com deficiência auditiva, tia das vítimas. A porta foi arrombada e a mulher também foi obrigada a entregar dinheiro. O imóvel foi revirado.
Clima de medo
O arrastão deixou as famílias do Sítio Capim em pânico. Algumas das vítimas já iniciaram mudança para sair da localidade, em busca de segurança. Até o momento, não há informações sobre prisões.