Operação do Gaeco investiga fraude eleitoral e corrupção no Agreste pernambucano
Ação cumpre 16 mandados de busca e apreensão contra grupo suspeito de aliciar eleitores com dinheiro e falsificar comprovantes de residência
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) deflagrou, nesta quinta-feira (6), a Operação Domicílio Fantasma, em conjunto com a Promotoria de Justiça Eleitoral da 41ª Zona Eleitoral e as Polícias Civil e Militar.
O objetivo é desarticular um esquema de fraude eleitoral e corrupção de eleitores nos municípios de Riacho das Almas e Caruaru, no Agreste pernambucano.
Ao todo, estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão contra 14 pessoas físicas e duas jurídicas, incluindo vereadores eleitos, suplentes e ex-candidatos a cargos públicos. Segundo o MPPE, o grupo é suspeito de “inflar” o eleitorado de Riacho das Almas com transferências fraudulentas de domicílio eleitoral.
As investigações
As investigações indicam que mais de 700 eleitores foram cooptados com ofertas em dinheiro e promessas de vantagens futuras. O esquema consistia em transferir eleitores de Caruaru e cidades vizinhas para alterar o resultado das eleições municipais de 2024.
Os investigados podem responder por organização criminosa, corrupção eleitoral, inscrição fraudulenta de eleitor, falsificação e uso de documento falso - Acervo/AMCS
De acordo com a nota, os suspeitos coletavam documentos e “selfies” dos eleitores para registrar as transferências via sistema “Título Net”, utilizando comprovantes de residência falsificados.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos, que serão encaminhados à sede do Gaeco Agreste, em Caruaru, para análise e instrução do inquérito.
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