Crise hídrica se agrava em Petrolina e moradores relatam até três meses sem água nas torneiras

À Rádio Jornal, vereadora Cláudia Ferreira cobra soluções da Compesa e pede apoio do governo estadual diante da escassez que atinge diversos bairros

Publicado em 12/11/2025 às 10:27
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A crise no abastecimento de água em Petrolina, no Sertão do São Francisco, tem se tornado insustentável para milhares de famílias.

Moradores de bairros como Fernando Idalino, Henrique Leite, Giovana Jordão e Vila Vitória relatam que estão há até três meses sem água nas torneiras, mesmo vivendo às margens do Rio São Francisco.

A falta de fornecimento motivou protestos e levou a Câmara de Vereadores a cobrar respostas da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

(As informações foram divulgadas pela repórter Edjane Almeida da Rádio Jornal Petrolina, durante o programa "A Voz do Povo"). 

Situação "caótica"

Em entrevista à Rádio Jornal, a vereadora Cláudia Ferreira classificou a situação como “caótica” e afirmou que a população vive em “extrema necessidade”.

Segundo ela, famílias têm recorrido à compra de água mineral para atividades básicas como banho, limpeza e alimentação.

“As pessoas querem água, seja por carro-pipa ou nas torneiras, mas precisam receber. O sofrimento está grande demais”, desabafou.

Cláudia também destacou que a prefeitura tem utilizado carros-pipa para abastecer áreas rurais, mas o serviço não tem sido suficiente para atender a demanda urbana.

“O município faz o que pode, mas é preciso sensibilidade da governadora e da Compesa. O problema é grande demais para ser resolvido sozinho”, pontuou.

Requalificação da ETA 01

Em nota oficial, a Compesa informou que dobrou as frentes de serviço para acelerar as obras emergenciais de requalificação da Estação de Tratamento de Água 01 (ETA 01), no Centro de Petrolina, responsável por mais de 50% do abastecimento da cidade.

Segundo a companhia, também foi necessário realizar manutenções extras na ETA Vitória, o que reduziu em 50% a vazão do sistema e provocou instabilidade no fornecimento.

A empresa alegou que as intervenções foram concluídas e que a rede está em processo de recuperação das pressões, com previsão de normalização gradativa do abastecimento ao longo dos próximos dias. Ainda segundo a Compesa, o objetivo é concluir as obras emergenciais em até uma semana.

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