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Lendas Pernambucanas: Comadre Fulozinha existe? Confira história sobre espírito de garota assusta gerações

A lenda conta que essa jovem se tornou protetora da natureza após morrer de forma trágica

Bruna Padilha
Bruna Padilha
Publicado em 22/08/2021 às 11:58
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Reprodução/Tv Jornal Interior
FOTO: Reprodução/Tv Jornal Interior
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Uma menina chamada Flor, de longo cabelo preto, apaixonada pela natureza e animais, que teve um triste fim, morrendo de forma trágica, após se perder na floresta que estava sendo incendiada. É esta a história da “Comadre Fulozinha”, como é conhecida, que é repassada por gerações no Nordeste do Brasil. 

Protegendo a mata e os animais, dando uma “surra”, fazendo tranças complicadas nos cabelos de quem a desafia ou mexem nas florestas por maldade, é o papel da Comadre. Para se desculpar, é preciso de um prato de mingau e fumo, para não sofrer com a fúria da protetora. Populares dizem que se ouvir o assobio forte e perto, ela está distante mas se o assobio estiver fraco e longe, ela está bem perto. 

Comadre Fulozinha existe?

Entre várias histórias, a professora Socorro, de Bezerros, no Agreste de Pernambuco, sofreu com a Comadre, teve seu cabelo emaranhado de nós e precisou cortar boa parte para retirar. Ela não sabe como aconteceu, só percebeu o nó em seu cabelo quando chegou na casa da sua cunhada para buscar um secador. 

O cabelo que passava da cintura, só conseguiu ter o nó desfeito quando cortado. Ela diz que não sabe o por que da fúria da comadre contra ela, as suspeitas são de que a professora falou em um momento que a Comadre Fulozinha não existia e as tranças foram sua forma de provar que ela é muito mais que lenda. 

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