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Caso de racismo no jogo do PSG e Instanbul faz jogadores abandonarem o campo

Os times protestaram contra ofensa racista direcionada a um jogador turco em partida da Liga dos Campeões

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Publicado em 09/12/2020 às 7:20
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Franck Fife/AFP
FOTO: Franck Fife/AFP
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A partida da Liga dos Campeões, realizada na última terça-feira (8), foi protagonizada pelos protestos dos jogadores contra um caso de racismo no jogo do PSG e Istanbul Basaksehir. As duas equipes abandonaram o gramado no primeiro tempo, após uma ofensa racista do árbitro romeno Sebastian Colescu contra o camaronês Pierre Webó, ex-atacante e membro da comissão técnica da equipe turca.

O tumulto começou quando o lateral brasileiro Rafael, do Istanbul, recebeu cartão amarelo durante a partida. A equipe técnica turca reclamou da punição e o quarto árbitro Sebastian Coltescu chamou o juiz principal, Ovidiu Hategan, solicitando punição a Pierre Webó e se referindo a ele como “Aquele preto ali”.

Logo em seguida, o time turco e jogadores do PSG, como Neymar e Mbappé, se posicionaram contra a permanência do árbitro em campo. Após a discussão, os times deixaram o gramado em sinal de protesto, alegando que só voltariam a jogar após a saída do árbitro, e aguardaram a decisão da UEFA nos vestiários. 

"Qualquer forma de racismo vai contra os valores veiculados pelo Paris Saint-Germain, seu presidente, equipe e jogadores. Por mais de 15 anos, o Paris Saint-Germain fez da luta contra todas as formas de discriminação uma luta permanente. O clube da capital é hoje um dos clubes desportivos mais empenhados no combate a todas as formas de violência e discriminação", disse o PSG por meio de nota.

 Decisão do adiamento

Depois de duas horas de suspensão, a Uefa fez o anúncio do adiamento da partida, que será disputada nesta quarta (9), às 14h55 do horário de Brasília. O jogo terá uma nova equipe de arbitragem e será retomado a partir dos 13 minutos do primeiro tempo, momento em que a partida foi interrompida.

No Twitter, a UEFA afirmou que está ciente do caso e irá conduzir uma investigação rigorosa: "Racismo e qualquer forma de discriminação não têm espaço no futebol".

 

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