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Pedreiro constrói cinema para manter vivo sonho de trabalhar com filmes

José Aurélio já foi dono de locadora e alugou espaço para seguir sonhando

Idoso construiu o cinema para manter vivo o seu sonho
Idoso construiu o cinema para manter vivo o seu sonho (Reprodução/NE10 Interior)

Algumas paixões são arrebatadoras e inexplicáveis. No cinema, a ficção retrata diversas histórias de amores que encantam e duram para sempre. Crescendo entre essas narrativas, José Aurélio, de 74 anos, não teve dúvida e decidiu: iria viver de cinema.

Levado pelo pai, que era padeiro e trabalhava para o dono do cinema da cidade de Toritama, no Agreste de Pernambuco, ele assistia filmes através de um buraco em uma porta. Sem limites para a imaginação, começou a ajudar no cinema quando era criança e a partir daí não parou.

O próprio José Aurélio se surpreende com a paixão que o cinema despertou em sua vida. "Eu não sei entender o que é o cara se apaixonar desse jeito", comenta. Para manter viva a paixão, ele alugou um cinema que havia fechado e até uma locadora já manteve na época das fitas VHS, que perderam espaço com a chegada do DVD.

No entanto, José Aurélio não se deixou intimidar pelas dificuldades. Trabalhando como pedreiro a vida toda, ele não teve dúvida e manteve o sonho vivo construindo o seu próprio espaço: o Cine Aurélio. Ele garante que enquanto vida tiver, vai trabalhar no local.

A paixão dele por filmes já contagiou a família e um dos seus netos ajuda José Aurélio no cinema. De acordo com o Érick Gustavo ajudar o avó é uma missão e o menino auxiliou. "Eu comecei a ajudar e não parava. Era os outros moleques correndo atrás de bola e eu aqui pegando em cimento para construir", comenta. Érick garante que pretende continuar o legado do avô.

E assim, José Aurélio mantem vivo o sonho de criança que se tornou paixão da vida inteira.

Confira na reportagem do "TV Jornal Manhã", da TV Jornal Interior

Pedreiro constrói cinema para manter vivo sonho de trabalhar com filmes

  • 01/10/2019 12:13
Algumas paixões são arrebatadoras e inexplicáveis. No cinema, a ficção retrata diversas histórias de amores que encantam e duram para sempre. Crescendo entre essas narrativas, José Aurélio, de 74 anos, não teve dúvida e decidiu: iria viver de cinema. 3 minutos e 28 segundos