Pandemia

Coronavírus em PE: Cremepe recomenda priorizar UTI para quem tem mais chance de sobreviver

Número de casos da doença é crescente no estado

Marília Pessoa
Marília Pessoa
Publicado em 30/04/2020 às 11:35
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ANDRÉA RÊGO BARROS/DIVULGAÇÃO PCR
FOTO: ANDRÉA RÊGO BARROS/DIVULGAÇÃO PCR
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O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) divulgou uma recomendação sobre os critérios de prioridade de internação dos pacientes com o novo coronavírus em unidades de terapia intensiva (UTI), quando houver na falta de leitos.

De acordo com o Cremepe, o documento, que foi encaminhado para a Secretaria Estadual de Saúde (SES), se baseia no uso de três escalas e orienta que devem ser priorizados os pacientes em estado grave com maior chance de sobreviver.

"Nós não podemos interferir na política de saúde do Estado. Mas, diante do cenário de leitos insuficientes para a grande demanda de pacientes (com suspeita ou confirmação de covid-19), podemos ajudar na tomada de decisão para priorização do acesso. Não estamos falando em fazer um corte por faixa etária, como fez a Itália. A nossa recomendação reúne três tipos de score para dar a decisão (ao médico) de que pacientes estão com maior necessidade de UTI e maior chance de sobrevivência", diz o vice-presidente do Cremepe, Maurício José de Matos e Silva.

O conselho recomenda a utilização do Escore Unificado para Priorização (EUP-UTI) de acesso a leitos de terapia intensiva, assistência ventilatória e paliação, para hierarquizar a gravidade dos pacientes. Segundo o vice-presidente do Cremepe, a recomendação de acesso a vagas de UTI considera a condição clínica do paciente, doenças diagnosticadas antes do coronavírus e a fragilidade.

O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, disse nessa quarta-feira (29) que é importante a contribuição do Cremepe. “Em situação de calamidade pública, o médico é chamado para tomar decisões difíceis. É essencial ter esse parâmetro, baseado em escores, para não ficar apenas em iniciativas simplistas, como usar o ponto de corte apenas da idade. Ninguém ficará desassistido; não queremos isso. Nosso trabalho é para salvar cada vez mais vidas”, explica o secretário.

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