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Anvisa autoriza testes de vacina chinesa contra coronavírus

Nove mil voluntários participam do levantamento para testar efetividade da vacina

Médicos e outros profissionais de saúde serão contratados temporariamente pelo governo federal no combate ao coronavírus
Profissionais de saúde no combate ao coronavírus (Rovena Rosa/ABr)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização de testes de uma vacina contra o novo coronavírus (covid-19) desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac. Os testes devem ocorrer em vários locais do Brasil.

O pedido de liberação foi feito pelo Instituto Butantan ainda em junho, e a aprovação veio nesta sexta-feira (3). Intitulada CoronaVac, a vacina foi produzida a partir de cepas inativadas do novo coronavírus e está na terceira fase de testes. Nesta etapa, a imunização pode ser aplicada em um número maio de pessoas.

O levantamento para avaliar a efetividade da vacina contará com a participação de 9 mil voluntários de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, além do Distrito Federal. Uma parte deles receberá a vacina e a outra, um placebo. A ideia é verificar se há estímulo à produção de anticorpos para prevenir o vírus.

Os estudos da primeira e segunda fases da vacina foram feitos em humanos saudáveis e em animais, e de acordo com a Anvisa mostraram segurança e capacidade de provocar resposta imune "favoráveis".

Conselho ético

Mesmo após a aprovação da Anvisa, é preciso que o programa de testagem passe por um conselho ético para validar a metodologia de testagem em humanos. A validação poderá ser feita pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), ligada ao Ministério da Saúde, ou pela Comissão de Ética para Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq), que é vinculada à Secretaria Estadual da Saúde de SP.

Os custos para testar a vacina são estimados em R$ 85 milhões e prevê a transferência de tecnologia para que a vacina chinesa possa ser produzida no Brasil. A CoronaVac é a segunda vacina a receber autorização da Anvisa para testes no País. No mês de junho, o órgão autorizou ensaios clínicos de uma vacina produzida na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

*Com informações do Estadão