Economia

Bolsonaro veta projeto que prioriza mulher chefe de família no recebimento do auxílio emergencial

Projeto também possibilitava que pais solteiros recebessem duas cotas do benefício

Marília Pessoa
Marília Pessoa
Publicado em 29/07/2020 às 10:55
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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
FOTO: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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O presidente Jair Bolsonaro vetou o projeto que previa prioridade para mulher chefe de família no recebimento do auxílio emergencial e também possibilitava pais solteiros de receberem duas cotas do benefício. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29).

Bolsonaro disse que o projeto é inviável e viola a Constituição: "Ademais, o projeto se torna inviável ante a inexistência nas ferramentas e instrumentos de processamento de dados, que geram a folha de pagamento do auxílio emergencial, de dados relacionados a quem possui efetivamente a guarda da criança”.

O projeto que priorizava as mulheres chefes de família no pagamento do benefício foi aprovado pelo Senado em 8 de julho. O auxílio emergencial é pago em dobro (R$ 1,2 mil) para as mães chefes de família.

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Um projeto apresentado à Câmara de Deputados busca permitir que pessoas sem-teto possam solicitar o auxílio emergencial até 30 de setembro. O projeto é um complemento à Lei que permite o recebimento do benefício para trabalhadores informais, desempregados, autônomos e microempreendedores individuais.

Após contestação, 805 mil pedidos são liberados para receber auxílio

Aproximadamente 805 mil pedidos foram liberados para receber o auxílio emergencial após contestação. A Dataprev passou para a Caixa Econômica Federal mais um lote para pagamento do auxílio. Esses pedidos passaram por uma nova análise e são contestações que foram feitas de 23 de abril a 19 de julho. Quem fez a contestação pelo aplicativo ou site da Caixa Econômica pode ver o resultado no portal.

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