Benefício

Bolsonaro diz que auxílio emergencial "não dá para continuar muito"

Presidente afirmou que benefício custa R$ 50 bilhões mensais à União

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 05/08/2020 às 12:47
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José Cruz/Agência Brasil
FOTO: José Cruz/Agência Brasil
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O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse na manhã desta quarta-feira (5) que o auxílio emergencial não será prorrogado por muito tempo. O benefício estava previsto para durar três meses e foi ampliado para duas parcelas extras.

"Não dá para continuar muito porque, por mês, custa R$ 50 bilhões [por mês]. A economia tem que funcionar, e alguns governadores teimam ainda em manter tudo fechado", declarou em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada.

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O auxílio emergencial é pago a mais de 60 milhões de brasileiros e foi criado para socorrer trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs), desempregados e outras pessoas de baixa renda impactadas pela pandemia do novo coronavírus.

Avaliação

Apesar da fala de Bolsonaro, o Ministério da Economia estuda a possibilidade de estender o benefício até dezembro deste ano. Se o auxílio for prorrogado novamente, o valor da parcela seria reduzido, de R$ 600 para R$ 200.

O valor mais baixo já era desejo do ministro da Economia, Paulo Guedes, desde o início da pandemia da covid-19. O ministro defende que este é o valor médio que recebem os beneficiários do programa Bolsa Família.

A redução, entretanto, precisaria passar pelo Congresso, uma vez que o Governo Federal só pode prorrogar o benefício por conta própria se mantiver o valor já previsto em lei.

O Ministério da Economia também avalia a criação do Renda Brasil, um programa de transferência de renda que substituiria o Bolsa Família.

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