Abalo sísmico

Mais um tremor de terra é registrado em Caruaru, no Agreste

Defesa Civil fará levantamento nos bairros para saber como a população está sentido os tremores

Marília Pessoa
Marília Pessoa
Publicado em 25/08/2020 às 10:31
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Divulgação/Laboratório de Sismologia da UFRN
FOTO: Divulgação/Laboratório de Sismologia da UFRN
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Mais um tremor de terra foi registrado em Caruaru, no Agreste pernambucano. O abalo sísmico ocorreu na noite dessa segunda-feira (24), por volta das 23h17. Segundo informações do Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o tremor teve magnitude de 1.7 graus na escala Richter.

Nesse domingo (23), também ocorreu um tremor na cidade. De acordo com o Laboratório Sismológico da UFRN, o abalo teve magnitude de 1.5 na escala Richter e ocorreu por volta das 6h27.

O laboratório também registrou um tremor de magnitude de 1.8 em Lajes, no interior do Rio Grande do Norte no dia 17 de agosto. No dia 15 de agosto, outro tremor foi registrado no Rio Grande do Norte, em Pedra Preta, com magnitude de 1.9.

Segundo o geofísico Eduardo Menezes, as informações foram repassadas para a Defesa Civil de Caruaru, que fará um levantamento nos bairros para saber como a população está sentindo os tremores na cidade.

"Essa região de Caruaru já vem registrando desde o início do mês vários eventos pequenos, de baixa intensidade. Estamos avaliando essa atividade em função desse número de sismos, apesar de eles serem pequenos, a gente tem passado para a Defesa Civil que também está acompanhando", disse o geofísico em entrevista ao portal NE10 Interior.

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De acordo com o geofísico Eduardo Menezes, o laboratório estuda há mais de 20 anos a região e identificou áreas com falhas ativas como Caruaru, São Caetano, Belo Jardim, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe. Segundo ele, os tremores no estado ocorrem por causa dessas falhas geológicas da Placa Sul-Americana: "Na realidade estamos no meio de Placa Sul-Americana. No meio dela, nós temos áreas em que ocorrem os chamados 'tremores intraplaca'. Nós temos várias áreas que possuem falhas geológicas, que entram em atividade em função dos esforços que atuam no interior da Terra que geram essas vibrações".

O perigo fica maior quando os tremores registram valores acima de 5 na escala Richter. Eduardo diz que pode haver estragos às estruturas. Infelizmente, ainda não se pode prever a ocorrência dos abalos.

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