Ministério Público

MPPE diz que mais de 14 mil servidores receberam auxílio emergencial indevidamente em PE

Cidades com maior número de servidores que receberam o benefício são Petrolina, Pesqueira, Garanhuns e Saloá

Marília Pessoa
Marília Pessoa
Publicado em 03/09/2020 às 13:04
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Reprodução/NE10 Interior
FOTO: Reprodução/NE10 Interior
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Segundo investigações do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), mais de 14 mil servidores estaduais e municipais de Pernambuco teriam recebido o auxílio emergencial de maneira indevida.

As investigações foram feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Inteligência do MPPE (Nimppe).

Segundo o MPPE, 14.170 servidores que integravam a folha de pagamento do poder público em abril de 2020, teriam recebido o benefício que está sendo pago pelo governo federal por causa da pandemia do covid-19. Estima-se que o pagamento chegou a um montante de R$ 9.965.400,00.

O promotor de Justiça, George Diógenes Pessoa, coordenador do Gaeco, disse que o Nimppe e o Gaeco fizeram um levantamento e cruzaram dados para conferir as denúncias.

"A partir de notícias recebidas sobre a possibilidade de existência de servidores receberem indevidamente o auxílio emergencial, o Gaeco e o Nimppe partiram para um levantamento e um cruzamento de dados a fim de aferir as denúncias. Ainda é um levantamento preambular, que será disponibilizado aos promotores de Justiça de cada município para que deem continuidade às apurações, sempre com auxílio do Gaeco e do Nimppe", explicou.

As cidades com maior número de servidores que receberam o auxílio são Petrolina, Pesqueira, Garanhuns e Saloá. Ainda segundo o MPPE, em 155 dos 184 municípios pelo menos um servidor recebe o auxílio emergencial. De acordo com a instituição, algumas pessoas podem ter sido vítimas de fraudadores.

Investigações serão aprofundadas

O levantamento será encaminhado para promotores de Justiça dos municípios para que as investigações sejam aprofundadas.

*Com informações do JC

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