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Desemprego no Brasil bate recorde com taxa de 13,8%

Segundo analista, as reduções de postos de trabalho no período da pandemia de covid-19 foram cruciais para os recordes negativos

Índice é inferior ao de 2018, que encerrou o ano em 12,3%
Índice é inferior ao de 2018, que encerrou o ano em 12,3% (Wilson Dias/Agência Brasil)

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada nesta quarta-feira (30), a taxa de desemprego no país, no intervalo do último mês de maio até julho, correspondeu a 13,8%, sendo considerada a maior da média histórica do IBGE, iniciada em 2012.

Segundo a analista do levantamento, Adriana Beringuy, as reduções de postos de trabalho no período da pandemia de covid-19 foram cruciais para os recordes negativos deste trimestre encerrado em julho. “Os resultados das últimas cinco divulgações mostram uma retração muito grande na população ocupada. É um acúmulo de perdas que leva a esses patamares negativos”.

Informalidade

A pesquisa ainda apontou que em relação ao mesmo intervalo do ano passado, a taxa de desemprego no Brasil ficou na casa dos 11,8%. Em paralelo, a taxa de informalidade foi de 37,4% da população ocupada (o equivalente a 30,7 milhões de trabalhadores informais), ante 38,8% no trimestre anterior e 41,3% no mesmo período de 2019.