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Desemprego entre mulheres no Brasil chega a 17%

Aumento da desocupação está ligada ao fim do repasse do auxílio emergencial, além do habitual retorno dos brasileiros à procura por postos de trabalho

A taxa de desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da Federação no primeiro trimestre deste ano
Taxa de desocupação passou de 13,6% para 14,0% no intervalo de apenas um mês (Marcello Casal/Agência Brasil)

Segundo dados da Pnad Covid, que foram divulgados nesta sexta-feira (23), mulheres, negros, nordestinos e jovens estão entre os mais atingidos pelo recorde de desemprego registrado em setembro. 

De acordo com especialistas, o aumento da desocupação está ligada à queda, bem como ao fim do repasse do auxílio emergencial, além do habitual retorno dos brasileiros à procura por postos de trabalho, com o relaxamento da quarentena. Entre as mulheres, a taxa de desocupação chegou a 16,9% em setembro, maior que a dos homens (11,8%). 

Taxa

A taxa de desemprego no Brasil subiu de 13,6% em agosto para 14,0% em setembro, a maior da série histórica da Pnad Covid, com 13,5 milhões de desocupados. 

"A taxa de desemprego entre mulheres é historicamente maior, mas o contexto de pandemia intensificou essa desigualdade entre homens e mulheres", observou Thiago Xavier, economista da Tendências Consultoria.

Com informações da Folhapress