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O auxílio emergencial vai ser prorrogado? Governo discute alternativas

Situação do pós-pandemia está sendo discutida

Agência da Caixa na Praça da República, no bairro de Santo Antônio
Agência da Caixa na Praça da República, no bairro de Santo Antônio (Tião Siqueira/ JC Imagem)

Dados do Ministério da Cidadania revelam que até setembro deste ano foram cerca de R$ 45 bilhões mensais transferidos para a população mais vulnerável através do auxílio emergencial. O benefício foi criado para manter trabalhadores informais, microempreendedores individuais, desempregados e outras pessoas em situação de vulnerabilidade durante a pandemia da covid-19, que provocou uma crise econômica em todo o mundo.

Apesar disto, o programa social está previsto para encerrar no fim do ano. O Governo Federal ainda não divulgou oficialmente se o auxílio emergencial vai ser prorrogado ou não, nem se irá incorporar o benefício de transferência de renda a outros programas sociais.

O governo estuda como será a rede de proteção social pós-pandemia. Cerca de 67,8 milhões de pessoas foram atendidas pelo auxílio.

Recursos

O Poder Executivo utilizou 81,1% dos recursos previstos para o auxílio emergencial. Dos R$ 321,8 bilhões liberados por meio de medidas provisórias, R$ 261,3 bilhões foram efetivamente executados.

Até o fim do ano, outros dois ciclos de depósitos serão realizados para os beneficiários, o que pode consumir os R$ 60,5 bilhões restantes para a conclusão do programa.

Renda básica permanente

A Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, publicou nesta semana um relatório que estima quanto custaria a prorrogação do auxílio emergencial. De acordo com o texto, "a criação de um programa de renda básica permanente a partir de 2021 parece ser um cenário bastante provável".