Acusação

Audiência de instrução e julgamento do Caso Miguel é realizada no Recife

Sarí Corte Real responde por abandono de incapaz com resultado morte

Ana Maria Santiago de Miranda
Ana Maria Santiago de Miranda
Publicado em 03/12/2020 às 11:41
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Caso Miguel Audiência Sari
FOTO: Caso Miguel Audiência Sari
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A primeira audiência de instrução e julgamento do caso Miguel está sendo realizada na manhã desta quinta-feira (3) na 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital, no bairro da Boa Vista, no Recife. A acusada é Sarí Corte Real, empresária e primeira-dama do município de Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco. Ela responde por abandono de incapaz com resultado morte.

Miguel Otávio Santana da Silva, então com cinco anos, morreu após cair do nono andar do prédio de luxo em que Sarí mora. Ele era filho da empregada doméstica da família e foi deixado sozinho no elevador pela patroa da mãe. Mirtes Renata estava passeando com o cachorro de Sarí quando tudo aconteceu.

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Sarí foi denunciada por abandono de incapaz com resultado em morte, com as agravantes de cometimento de crime contra a criança e em ocasião de calamidade pública.

A audiência é conduzida pelo juiz José Renato Bizerra e tem como objetivo ouvir testemunhas indicadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e pela defesa, além do interrogatório de Sarí. Os nomes das testemunhas não foram revelados para preservar a privacidade das pessoas, que não são partes no processo.

Audiência

A sessão começou por volta das 9h35. A manicure que estava com Sarí no momento da morte de Miguel é uma das testemunhas, não se sabe se de acusação ou de defesa. A mãe de Miguel, Mirtes, foi ouvida por cerca de 50 minutos. Sarí só será ouvida após os depoimentos das testemunhas.

Do lado de fora da vara, estão manifestantes que desejam a punição de Sarí, assim como familiares de Miguel que não puderam entrar por causa das medidas de restrição contra a covid-19.

Após a fase de instrução e julgamento, o MPPE e a defesa deverão apresentar as alegações finais. Em seguida, o juízo da 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital profere a decisão.

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