Economia

Busca do consumidor por crédito cai em 2020

Foi a primeira vez, em seis anos, que o índice fechou o ano em queda

Laís Milena
Laís Milena
Publicado em 20/01/2021 às 13:40
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A procura do consumidor por crédito caiu 1% em 2020, em relação ao ano anterior. Essa foi a primeira vez, desde 2015, que o índice terminou o ano em queda, na prática significa que as pessoas diminuíram a busca por empréstimos, que vinha subindo até registrar 12,4% em 2019. O resultado é um reflexo do período de insegurança econômica vivenciado durante a pandemia.

O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, explica essa redução. “O consumidor precisou focar em gastos prioritários e deixou de lado alguns segmentos que impulsionam a demanda por crédito, como o automotivo”, diz. A reabertura do comércio foi um fator decisivo para aquecer as negociações e impulsionar o consumo e o mercado de crédito. No primeiro semestre de 2020, fortemente impactado pela pandemia, a demanda do consumidor por crédito recuou 8,1%, já no segundo semestre se observou alta de 5,5%.

Demanda de acordo com a renda e a região

A busca por crédito caiu em todas as faixas de renda, especialmente entre a população de menor renda. Segundo Luiz Rabi, as reservas financeiras fizeram a diferença. “A população de menor renda geralmente não possui esse recurso, o que faz com que a sua participação no mercado de crédito se retraia mais intensamente. Por outro lado, aqueles que recebem mais de R$ 2 mil mensais costumam contar com poupanças e aplicações em momentos de crise, o que lhes permitem continuar consumindo crédito”, ressalta.

A maior queda foi registrada entre quem tem renda mensal de até R$ 500, com diminuição de 2%. A menor diminuição na busca por empréstimo foi registrada entre aqueles que possuem renda mensal de R$ 5 mil a R$ 10 mil, com retração de -0,5%.

Apenas as regiões Norte e Sudeste não registram queda na demanda dos consumidores por crédito, com altas de 1,3% e 0,2% respectivamente. Por outro lado, a maior baixa foi no Centro-Oeste, que marcou -4,5%, seguido pelo Nordeste (-3,7%) e Sul (-0,3%).

*Com informações do Serasa Experian 

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