Saúde

Saiba quais peixes estão mais associados a Síndrome de Haff

Preocupação aumenta a com a proximidade da Semana Santa , período de maior consumo de peixe pelos cristãos

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Publicado em 25/02/2021 às 14:54
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FOTO: Beto DLC?/JC Imagem
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A proximidade da Semana Santa, período de maior consumo de peixe pelos cristãos, aumenta a preocupação com o consumo do animal. O receio surgiu após o surgimento de casos recentes da Síndrome de Haff, também conhecida como “doença da urina preta”. Duas mulheres foram internadas com a doença no Recife, no sábado (20), uma delas teve alta e a outra está em estado grave.

> Saiba tudo sobre a Síndrome de Haff, a doença da urina preta provocada por toxina do peixe

Entre 2017 e 2021, foram registrados apenas 15 casos em Pernambuco, segundo a Secretaria de Saúde do Estado. Além das mulheres, outras cinco pessoas estão com suspeita de estarem com a síndrome. A doença é causada, segundo os médicos, pela contaminação com uma toxina que se desenvolve em peixes que não são bem armazenados em temperaturas adequadas. 

A substância não altera o sabor e nem a aparência do alimento. As espécies relacionadas com a doença são o peixe do tipo Arabaiana, que as mulheres comeram. Na Bahia, a Síndrome de Haff já foi relacionado com o Badejo (Mycteroperca) e, no Amazonas, com o consumo do Pacu Manteiga (Mylossoma).

Após comer o peixe a toxina vai para os músculos da pessoa, provocando dores musculares e afetando os rins. Entre os sintomas estão dor e rigidez muscular, dormência, falta de ar e urina preta, semelhante à café. A urina escura é uma consequência da necrose muscular, provocado pela síndrome.

Armazenamento do peixe

“O que chama atenção? O peixe não foi armazenado de forma adequada nem tratado de forma adequada. Aí ele vai produzir uma toxina. Você come o peixe, não nota que tem essa toxina, o gosto não tem alteração, mas, poucos dias depois, você começa a ter a dor muscular intensa e a urina ficando preta, devendo procurar de imediato uma unidade hospitalar, quando isso acontecer”, analisou o médico infectologista Filipe Prohaska, em entrevista à TV Jornal.

O especialista explica que para evitar este tipo de contaminação, é necessário ter cuidado com o local onde se compra o peixe. “Muito cuidado onde você compra o peixe. Muito cuidado em checar como aquele peixe chegou ali e como ele está sendo armazenado no momento da venda. O mais importante é comprar em lugares onde você tenha garantia da segurança”, explicou Filipe Prohaska.

O médico detalhou que o ideal é que o peixe seja transportado e armazenado em temperaturas entre -2º e 8ºC, e que, caso o produto seja adquirido na feira, é necessário identificar se o peixe está sendo mantido no gelo (para preservar a temperatura ideal).

Os sintomas costumam aparecer entre quatro e seis horas após a ingestão do peixe, ou em alguns dias depois do consumo. Cada organismo reage de uma forma a quantidade de toxina ingerida. 

Confira outros sintomas que a doença pode causar:

- Náusea;
- Vômito;
- Diarreia;
- Febre;
- Vermelhidão na pele;
- Falta de ar;
- Dormência no corpo;
- Insuficiência renal.

Na presença desses sintomas, principalmente se for notado escurecimento da urina, é importante que a pessoa consulte um médico para que seja possível avaliar os sintomas e realizar exames que ajudem a confirmar o diagnóstico.

Caso a pessoa contraia a Síndrome de Haff, o tratamento indica a ingestão de bastante água, para o corpo se manter hidratado e analgésicos, para aliviar as dores.

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