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Deputados defendem Projeto de Lei para classificar igrejas como serviço essencial em Pernambuco

Projeto está em tramitação na Alepe.

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Deputado quer que igrejas sejam classificadas como serviço essencial (Wilker Mattos)

O deputado estadual e pastor Cleiton Collins (PP), deu entrada, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em um Projeto de Lei que classifica as igrejas como serviço essencial no estado. O PL está em tramitação nas comissões da Casa legislativa. Nesta sexta-feira (26), o Governo de Pernambuco decretou o fechamento dos serviços não essenciais das 22h até 5h, em todo o Estado.

Para Cleiton Collins, as igrejas têm um papel importante na sociedade. “Ela sempre atuou em todos os momentos da vida das famílias e principalmente agora no tempo da calamidade. O papel da Igreja neste tempo de pandemia é muito importante e não pode parar. Ela deve estar junto com todos os serviços essenciais trabalhando como um hospital da alma. E ela não pode fechar nesse momento”, afirmou. 

O deputado Joel da Harpa (PP) também defendeu a classificação das atividades religiosas como serviços essenciais. “Foi percebido que a maioria dos estudos de reconhecida qualidade científica detectou que maiores níveis de envolvimento religioso estão associados positivamente aos indicadores de bem estar psicológico e a menos depressão, pensamentos e comportamentos suicidas, uso/abuso de álcool/drogas”, diz.

“Num momento de tamanha incerteza, muitas pessoas estão se apegando cada vez mais a fé, aos trabalhos voluntários e também as igrejas auxiliam nas ações junto às comunidades mas carentes”, diz o deputado.

Recomendação da Diocese

A Diocese de Caruaru, no Agreste de Pernambuco publicou um decreto sobre a adoção de novas medidas preventivas para evitar a disseminação do coronavírus. No comunicado recomenda-se que os fiéis acompanhem as celebrações de casa. As medidas foram recomendadas de 24 de fevereiro até 10 de março, em conformidade com o decreto do Governo de Pernambuco.

A decisão suspende as celebrações eucarísticas, batizados, casamentos, com a participação de público. Não serão realizadas reuniões de catequeses, de formações e pastorais.