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"Não vamos chorar o leite derramado", diz Bolsonaro sobre aumento de mortes por Covid-19

Durante uma cerimônia, o presidente voltou a defender o tratamento precoce contra o coronavírus.

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro esteve em uma cerimônia na última quarta (7) (Antonio Cruz/ABr)

Diante do crescente aumento de mortes provocadas pela Covid-19 nos últimos dias no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez uma declaração na última quarta-feira (7). Durante uma cerimônia de posse do novo diretor-geral Brasileiro da Itaipu Binacional, General João Francisco Ferreira, em Foz do Iguaçu, Bolsonaro disse que não adianta "chorar o leite derramado".

“Não vamos chorar o leite derramado. Estamos passando ainda por uma pandemia que, em parte, é usada politicamente. Não para derrotar o vírus, mas para tentar derrubar o presidente. Todos nós somos responsáveis pelo que acontece no Brasil. Em qual país do mundo não morre gente? Infelizmente, morre gente em tudo que é lugar. Queremos é minimizar esse problema", disse o presidente.

Durante a mesma cerimônia, Bolsonaro voltou a defender o tratamento off label, que chama de "tratamento precoce" contra o coronavírus. Ele relatou uma passagem pela cidade de Chapecó, mais cedo, quando fez a declaração defendendo o uso de medicamentos contra a Covid-19.

"Há pouco falei em Chapecó, defendi o direito do médico em, não havendo medicamento específico, que use aquilo que acham que devem usar. O tratamento off label. A imprensa me massacrou dizendo que defendi medicamentos não previstos.O que eu defendi e defendo é o médico na ponta da linha receitar aquilo que ele achar mais conveniente em comum acordo com o paciente", justificou.

Medicamentos

Bolsonaro chegou a dizer que está surpreso com o emprenho da mídia em cobrar as vacinas contra a Covid-19 e disse que, em breve, acredita que surgirá um remédio contra a doença que seja eficaz."Tenho certeza que brevemente será apresentado ao mundo um remédio para a cura da covid. Porque a gente fica assustado, prezada imprensa brasileira, tanta eficiência, né, tanto foco apenas na vacina de U$ 10, 20 dólares a unidade", continuou.