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"Vendemos e pegamos para comer com cuscuz", conta família que teve casa invadida por tanajuras

As imagens divulgadas nas redes sociais mostram a casa tomada pelos insetos em Paudalho.

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 16/04/2021 às 11:00
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Reprodução/NE10 Interior
FOTO: Reprodução/NE10 Interior
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Uma família teve a casa invadida por tanajuras em Paudalho, na Zona da Mata de Pernambuco, e um vídeo viralizou nas redes sociais na última terça-feira (13). As imagens mostram o inseto em diversos cômodos da casa enquanto os moradores tentam capturá-los com as mãos e vassouras, colocando eles dentro de baldes.

Tanajuras "invadem" casa em Paudalho; entenda comportamento do inseto

Os moradores da residência contaram que este fenômeno acontece com frequência em algumas épocas do ano, principalmente quando chove. "Quando dá 3h30, 4h da manhã elas vêm pra porta da gente, quando chove e troveja. Nessa noite foi especial e tive que chamar apoio da minha irmã e meu irmão", disse o dono da casa, Jeferson Rodrigues. "Foi algo muito surpreendente, porque nunca aconteceu isso", contou, Yara Rodrigues irmã de Jeferson.

Jeferson contou ainda que eles conseguiram juntar um balde cheio com tanajuras. Uma parte dos insetos foi consumida pelos moradores da casa, outra parte foi vendida e eles arrecadaram R$ 100. "Vendemos e pegamos para comer com cuscuz", contou.

Por que as tanajuras "invadiram" a casa?

Em entrevista ao NE10 Interior, o biólogo Marcelo Bezerra explicou o fenômeno. O especialista disse que  as tanajuras são "insetos sociais" e necessitam de um formigueiro para se desenvolver e viver com coletividade, e que na verdade, foi o ser humano que invadiu o habitat natural desses animais. 

Por que 'cai' tanajura em algumas épocas do ano? Entenda

"O que aconteceu em Paudalho é um reflexo do crescimento urbano descontrolado, em que ambientes nativos naturais estão sendo invadidos por construções de loteamentos e casas sem que haja um mapeamento de impacto ao meio ambiente. No ciclo de vida dessa tanajura, aquele local é um ambiente propício para se desenvolver. Mesmo com as construções, ela vai continuar seu ciclo de vida, buscando suas revoadas e o acasalamento para garantir a sua espécie. É uma forma de sobrevivência", explicou.

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