fé e religião

Árvore jorra água ao lado de santuário de Frei Damião e fiéis acreditam em suposto milagre; veja vídeos

Há alguns dias dias, uma árvore que foi podada tem derramado água e atraído fiéis de diversas cidades ao local.

Eduarda Cabral
Eduarda Cabral
Publicado em 20/04/2021 às 10:20
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Wesley Santos/TV Jornal
FOTO: Wesley Santos/TV Jornal
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Na cidade de São Joaquim do Monte, no Agreste de Pernambuco, um fenômeno tem chamado a atenção de fiéis católicos da região. Uma árvore, que fica ao lado do santuário dedicado a Frei Damião, tem atraído devotos porque está jorrando água há dias. 

O santuário recebe todos os anos, entre os meses de agosto e setembro, milhares de romeiros que prestam homenagens ao Frade Capuchinho. A árvore localizada ao lado da estátua em homenagem a Frei Damião foi podada recentemente e, desde então, uma água cristalina tem jorrado.

Muitas pessoas tem ido ao local com garrafas para recolher um pouco dessa água e os fiéis acreditam ser um suposto milagre. Em entrevista à TV Jornal Interior, o padre José Isael, que é administrador paroquial da Paróquia de São Joaquim, disse que todos os dias vai ao Cruzeiro, onde fica localizado o santuário e que soube do caso na última sexta-feira (16).

"A pessoa que trabalha lá disse que era uma coisa fantástica: estava jorrando água. Até hoje, mais de cinco dias depois, continua jorrando essa água no Cruzeiro. Agora, a gente ainda não sabe explicar. A explicação é um mistério. Mistério não se explica, só se contempla", contou o padre.

Romeiros e fiéis de outros municípios têm ido ao local para pegar da água que jorra da árvore. Uma das pessoas que foi ao local nesta terça-feira (20) foi a dona de casa, Rosilda, da cidade de Camocim de São Félix, que estava no santuário captando um pouco da água com uma garrafa.  

"O que me motivou a vir aqui foi a fé e o milagre. Sou devota de Frei Damião e quando soube desse fato quis vir aqui. Vou levar a água para alguém e vou tomar ela", disse Rosilda. 

O que diz a ciência?

O NE10 Interior conversou com o professor e biólogo Marcelo Bezerra, que destacou que é necessário que seja feita uma análise minuciosa do local. Qualquer laudo emitido antes de uma vistoria presencial das condições biológicas é precipitado.

O professor lembra que um caso semelhante ocorreu em 2018, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Uma árvore também eliminava água por meio do caule. Outro caso parecido também foi registrado em São Paulo e no interior do Espírito Santo. Todos estes casos tem um fator em comum, que é a poda das árvores.

"Os vegetais têm um trânsito de água, que vai desde a absorção pelas raízes até a eliminação pelas folhas, no sentido ascendente, ou seja, de baixo para cima. A saída de água de um vegetal, para que ele possa transpirar, acontece pelas folhas. Quando há o fenômeno de poda da árvore, a saída de água é cessada. Esta água geralmente está no estado físico de vapor e, quando isso acontece, cria-se uma pressão hídrica no local que foi podado e a água que segue o fluxo normalmente pode ser eliminada pela região de poda", explicou o professor.

Marcelo Bezerra destacou que, apesar do olhar científico preliminar, é fundamental que haja uma investigação no local do fenômeno. "É preciso um acompanhamento mais minucioso do local para entendermos que fenômeno fisiológico botânico aconteceu com esse vegetal", destacou. 

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