Saúde

Saiba o que é Embolia Gasosa Disseminada, doença que matou Paulo Gustavo

Ator estava internado com covid-19 e faleceu após sofrer embolia

Samara Pontes
Samara Pontes
Publicado em 11/05/2021 às 10:57
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A morte do ator Paulo Gustavo trouxe à tona o tema da Embolia Gasosa. Mas do que se trata essa doença? A médica do Rio de Janeiro Nathália Fortins, e que atua em Centro de Terapia Intensiva (CTI), explicou aos ouvintes do Programa Consultório da Rádio Jornal Garanhuns o que levou a esta complicação e sua associação com a Covid-19.

De acordo com a especialista, de forma geral, embolia é quando qualquer material que não se mistura com o sangue cai na corrente sanguínea e causa obstruções. “A embolia pode ser gasosa, gordurosa, causada por um trombo, entre outras fatores. No caso da gasosa são bolhas de ar que entram no sistema circulatório e que podem ocorrer devido a uma fístula bronquíolo-venosa. Houve uma comunicação por ruptura entre veia e bronquíolo e aí o gás vai para dentro da veia não ficando só no pulmão, mas disseminando para o restante do corpo”, explicou. O caso do ator não foi a doença em si que causou o problema, mas sim o tempo de internação com a junção dos procedimentos empregados.

Perguntada se a evolução de um quadro de embolia gasosa será sempre o óbito, a médica explicou que, apesar da gravidade, pode ser potencialmente reversível: “No caso do ator não havia muito o que ser feito pois foi uma situação disseminada, porém em outras condições e quando há o diagnóstico precoce, manobras até um pouco mais invasivas podem ser realizadas e, assim, salvar a vida do paciente. Na disseminada é tanta disfunção, tanta célula morrendo que se a gente tenta fazer algum desses procedimentos, só acabamos acelerando o falecimento”.

E entre os assuntos abordados, Fortins também lembrou que em tratamentos tão complexos nos hospitais espalhados pelo Brasil direcionados a Covid-19, os médicos, que são vistos como heróis e precisam manter a calma diante dos familiares, são seres humanos que estão sofrendo com tudo isso: “Nós também nos envolvemos com aquelas pessoas, com a dor das famílias, com as histórias que morrem todos os dias. É muito difícil acompanhar isso diariamente e mais de um ano depois estamos aqui pedindo para que todos redobrem os cuidados porque o cenário ainda é de guerra e ainda pior. Se cuidem, cuidem dos seus”, alertou.

Confira a entrevista sobre Embolia Gasosa Disseminada:

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