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"Se for candidato, serei para ganhar", comenta Lula sobre concorrer às eleições em 2022

Ex-presidente disse que ainda não tem certeza se irá concorrer nas eleições presidenciais de 2022.

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Publicado em 21/05/2021 às 15:42
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Durante uma entrevista na manhã desta sexta-feira (21), o ex-presidente Lula (PT) disse que ainda não tem certeza se irá concorrer nas eleições presidenciais de 2022, mas, caso entre na corrida, será para ganhar e bater o atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido).

Recentemente, o ex-presidente recuperou seus direitos políticos e ficou à frente de Bolsonaro em pesquisas que simulam as próximas eleições, incluindo um possível segundo turno entre os dois. "Não decidi se serei candidato. Posso ser, se for serei para ganhar, é uma responsabilidade. Nunca será mérito pessoal, mas do grau de consciência do povo brasileiro", falou. 

Ainda na entrevista, Lula disse que as próximas eleições são serão sobre ele derrotar Bolsonaro. "Isso não é sobre Lula vencer Bolsonaro, mas o povo brasileiro vai derrotar o Bolsonaro, vai optar pela democracia, decência, por alguém que seja humanista, que respeite, goste de paz e não de guerra, distribua livros e não armas", explicou. 

O petista ainda afirmou que Bolsonaro venceu as eleições de 2018 porque Lula não podia se candidatar, já que tinha sido condenado por receber propina no caso do sítio de Atibaia. O ex-presidente ficou um ano e sete meses na prisão até ser solto em novembro de 2019 e, dois meses atrás, recebeu de volta os direitos para participar da política.

Ex-presidente Lula elegível? 

No dia 8 de março, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou todas as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela Justiça Federal no Paraná. As anulações estão relacionadas às investigações da Operação Lava Jato. 

Com a decisão do SFT, Lula recuperou seus direitos políticos e volta a ser elegível. Fachin alegou na decisão que houve incompetência da Justiça Federal do Paraná com relação aos casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e das doações ao Instituto Lula.

O ministro afirmou que a 3ª Vara Federal de Curitiba não era o "juiz natural" dos casos julgados. "Embora a questão da competência já tenha sido suscitada indiretamente, é a primeira vez que o argumento reúne condições processuais de ser examinado, diante do aprofundamento e aperfeiçoamento da matéria pelo Supremo Tribunal Federal", diz o texto da decisão.

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