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Nova greve dos caminhoneiros em 2021? Categoria faz ameaças de bloqueio de estadas; entenda

A paralisação deve acontecer ainda no mês de junho.

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Publicado em 21/06/2021 às 12:00
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Uma nova tentativa de paralisação das atividades dos caminhoneiros está marcada para o próximo dia 25 de junho no Brasil. No entanto, a iniciativa ainda não encontra consenso da categoria e organizadores enfrentam dificuldades para comandar as ações de reivindicação.

Uma paralisação havia sido ensaiada no dia 1º fevereiro deste ano, mas não teve grande adesão dos caminhoneiros. A próxima, marcada para o dia 25 de junho, marca o dia de São Cristóvão, padroeiro dos caminhoneiros. A última grande paralisação foi em 2018 e teve bloqueio de inúmeras estradas.

Posicionamento da categoria

Um dos representantes da categoria, o caminhoneiro Everaldo Bastos, do sindicato do Vale do Paraíba (SP), afirmou à coluna Painel S.A., do Jornal Folha de S. Paulo que o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), responsável por convocar greve, não tem representatividade na categoria.

Bastos destacou que o grupo em questão tem fins políticos e que o governo federal, ultimamente, tem atendido às reivindicações dos caminhoneiros à medida do possível. No entanto, o ponto de vista não é compartilhado por todos. 

Nelson de Carvalho Júnior, do sindicato de Barra Mansa, no estado do Rio de Janeiro, defende a necessidade da paralisação. Ele destaca que a categoria não está vacinada contra a Covid-19 e tem comprado combustível por valores elevados.

A CNTRC criticou a política de preços implementada pela Petrobras através de uma nota. O conselho falou sobre a possibilidade de uma greve dos caminhoneiros em 2021 e afirmou que representa o posicionamento de sindicatos, associações e cooperativas em mais de 20 estados do País.

"Os caminhoneiros já estão se mobilizando pois os combustíveis estão levando 70% dos fretes e o presidente da Petrobras não fez nada ainda pra acabar com esse PPI (Política de Preço de Paridade de Importação) para baixar os combustíveis", afirma o presidente do CNTRC, Plínio Dias.

*Com informações do JC Online

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