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Caçada a Lázaro, Serial Killer de Brasília, entra na terceira semana; veja cronologia

Suspeito ainda não foi encontrado

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Publicado em 23/06/2021 às 12:10
NOTÍCIA
Divulgação/PMDF
FOTO: Divulgação/PMDF
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As buscas por Lázaro Barbosa, conhecido como "serial killer de Brasília" continuam nesta quarta-feira (23). Ele é suspeito de matar uma família inteira em Ceilândia, no Distrito Federal. Ao longo desses dias de busca, diversas atualizações das investigações foram divulgadas.

Até o momento, a procura por Lázaro envolve 270 policiais, cinco cães farejadores, três helicópteros e drones.

Confira a linha do tempo:

Dia 1 - Na quarta-feira (9), o suspeito teria matado uma família em Ceilândia.

Dia 2 - Na manhã da quinta-feira (10), o suspeito invadiu uma casa que fica a 3 km do local onde o caso aconteceu. De acordo com o Correio Braziliense, ele fez a proprietária da chácara, Sílvia Campos, de 40 anos, e o caseiro, identificado como Anderson, de 18 anos, de refém por 3 horas. No local, ele ainda teria obrigado os dois a fumarem maconha. Antes de fugir, roubou R$ 200, uma jaqueta, celulares e carregador.

Dia 3 - No terceiro dia de fuga, Lázaro fez mais um refém e roubou um carro em Ceilândia. Com o veículo, ele se dirigiu a Cocalzinho, em Goiás, onde abandonou e incendiou o carro. As investigações apontam que lá, ele se encontrou com um comparsa, que o ofereceu suporte.

Dia 4 - No sábado (12), ele teria feito o caseiro de uma chácara, próxima à Lagoa Samuel, de refém e passou a tarde bebendo e se divertindo em uma chácara. O serial killer também o obrigou a fumar maconha. Antes de fugir novamente, Lázaro destruiu o carro da vítima. Após deixar essa casa, ele foi para outra chácara, onde baleou três homens e roubou duas armas de fogo.

Dia 5 - Na tarde do domingo (13), o foragido furtou um outro carro, também em Cocalzinho (GO), e abandonou o veículo, após avistar um ponto de bloqueio montado pela polícia.

Dia 6 - Na segunda-feira (14), Lázaro foi visto no curral de uma fazenda entre os distritos de Edelândia e Girassol. A polícia acredita que ele passou a noite no local. Segundo o caseiro da fazenda, o homem pediu comida e em seguida fugiu para a mata.

Dia 7 - Na terça-feira (15), após ser cercado por policiais, ele atirou contra um deles e o deixou ferido no rosto. No momento do tiroteio, ele fazia três pessoas reféns, um casal e a filha de 16 anos. Apesar da presença da polícia, Lázaro conseguiu fugir. As investigações policiais continuam e podem apontar para outros delitos.

Dia 8 - Na quarta (16), durante a madrugada, Lázaro invadiu uma fazenda, preparou comida e fugiu novamente. A propriedade rural fica localizada a cerca de 8 km de distância da cidade de Edilândia, em Goiás, onde ele foi visto na terça-feira (15).

Dia 9 - Na quinta-feira (17), na madrugada a polícia seguiu à procura dele, no povoado de Girassol, em Goiás. Ele conseguiu escapar de uma força-tarefa formada por mais de 200 policiais. As equipes policiais fizeram buscas durante toda a madrugada. A Polícia Militar de Goiás chegou à zona rural de Cocalzinho de Goiás, que fica a 120 quilômetros de Brasília, para reforçar as buscas. Drones da Receita Federal e até um helicóptero foi usado para tentar encontra-lo.

Dia 10 - O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, disse na noite da sexta-feira (18) que acredita ter avistado Lázaro Barbosa, 32 anos, em um vale. À tarde, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tinha dito que ele esteve em um chiqueiro e fugiu novamente em meio à vegetação.

Dia 11 - Ainda na sexta-feira (18), uma moradora deu uma pista sobre onde ele estaria se escondendo.

Dia 12 - No sábado (19), policiais montaram um cerco para prender o "serial killer de Brasília". De noite, um homem de 23 anos foi preso após se passar por policial federal para participar das buscas. Ele foi preso em Cocalzinho, Goiás, por uma equipe conjunta formada pela Polícia Militar de Goiás, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal.

Dia 13 - No domingo (20), as buscas continuaram, mas Lázaro ainda não havia sido encontrado.

Dia 14 - Foi divulgado que um morador do povoado de Calumbi, em Presidente Dutra, no Maranhão, foi morto pelas autoridades policias após enaltecer o foragido. A Polícia Civil informou que o jovem teria feito mensagens ameaçadoras nas redes sociais e divulgado fotos segurando uma faca, segundo o jornal Correio Braziliense. Quando os agentes chegaram na casa dele, o suspeito estava na companhia de um idoso de 90 anos e teria reagido à abordagem policial.

Dia 15 - A Defensoria Pública do Distrito Federal divulgou uma nota na segunda-feira (21), direcionada à Vara de Execuções Penais, pedindo que Lázaro Barbosa tenha proteção especial e cela separada dos demais detentos quando for capturado pela polícia. "Considerando a enorme repercussão nacional conferida ao caso, visando salvaguardar a vida e a saúde do assistido, a defesa técnica requer, desde logo, ao ilustre juízo que seja garantida a proteção da integridade física e psíquica do assistido", diz trecho.

Dia 16 - Na manhã dessa terça-feira (22), a atualização é de que os policiais envolvidos seguem as buscas em um trecho de cerca de 10 quilômetros quadrados por Lázaro.

Dia 17 - Nesta quarta-feira (23), o caçador Babaçu, que estava auxiliando nas buscas por Lázaro, informou que desistiu de procurar o suspeito. Segundo o portal R7, ele obedeceu uma ordem da própria mãe. A decisão foi tomada na madrugada desta quarta. "Fui pensar bem e sempre queria voltar para trás. Minha mãe começou a chorar, ligou pra mim e larguei isso de vez. Vou escutar minha mãe", contou ele.

Também foi divulgado que a tia de Lázaro Barbosa disse que o sobrinho ligou para a mãe, que mora no interior da Bahia, após a morte da família em Ceilândia. Além disso, o suspeito teria revelado que não agiu sozinho. O UOL falou com a Polícia Civil do Distrito Federal para saber se as investigações indicam que mais uma pessoa teria participado da chacina e DP respondeu que "não irá comentar sobre oitivas, declarações e demais instruções do inquérito policial para não prejudicar o trabalho de investigação em andamento".

Um vídeo divulgado pela Polícia Militar mostra o cachorro Sauke sendo carregado nas costas por um policial militar após se ferir. O animal ajuda o efetivo das forças de segurança nas buscas por Lázaro Barbosa, o "serial killer de Brasília", em Cocalzinho de Goiás. e acordo com a polícia, Sauke se machucou em uma pedra dentro de um rio e teve um corte na pata traseira. A PM informou que o cachorro se recupera bem e que o ferimento é superficial.

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